Arifureta – Volume 1 – Capítulo 4 (Parte 15 de 18)

Ele tinha visto tudo. Enquanto esteve se esforçado para permanecer consciente, ele tinha observado enquanto Yue lutava sozinha. Ele assistiu enquanto ela lutava desesperadamente com sua arma, até que ela foi finalmente encurralada em um canto. Ele observava enquanto ela era jogada no chão e bombardeada pela luz.

Foi naquele momento que uma raiva violenta tinha brotado. Raiva com ele mesmo. Que diabos está fazendo!? Quanto tempo planeja ficar deitado aqui dormindo!? Vai deixar sua parceira ser morta bem debaixo do seu nariz!? Você vai ceder para aquele pedaço de porcaria em forma de monstro!? Não! Não, não vou! Qualquer coisa que ameace a minha… que ameace a nossa sobrevivência é um inimigo! E os inimigos devem ser…

— Mortos! — Hajime sentiu um formigamento percorrer seu corpo, e ele tinha despertado repentinamente uma nova habilidade. Ele tinha adquirido a habilidade derivada final de Dança Aérea, Andar da Fenda. Ao concentrar todos os seus cinco sentidos ao máximo, suas outras derivadas de Dança Aérea ficaram muito mais fortes. Os extremos da sua situação o tinham forçado a superar seus limites mais uma vez.

Foi essa habilidade que tinha permitido a Hajime se teletransportar instantaneamente para o lado de Yue, e era essa capacidade que estava o permitindo desviar atualmente dos ataques da Hidra.

Yue acabou de beber seu sangue, com sua força totalmente restaurada.

— Yue, acerte ele com Lume Lazúli quando eu der o sinal. Até lá, se concentre apenas em esquivar.

— Certo… Mas e quanto a você, Hajime?

— Irei preparar o terreno para seu golpe final.

Ele deixou Yue atrás de uma das colunas e depois investiu na Hidra.

Ele desviou de cada bola de luz por um fio de cabelo usando Passo Supersônico, e então disparou com Donner quando chegou perto o suficiente. Irritada com o fato do último tiro ainda assim conseguir a arranhar, a cabeça prata se esquivou desse. A bala passou inofensivamente pelo ar e abriu um pequeno buraco no teto. Despreocupado, Hajime continuou disparando enquanto corria. Infelizmente, cada uma das suas balas só serviu para fazer mais buracos no teto.

A cabeça prata zombava de Hajime enquanto desviava sem esforço. Yue ficou um pouco preocupada com os disparos atipicamente desleixados de Hajime, mas ela escolheu acreditar nele e esperar.

Uma vez que ele esgotou o equivalente a um cilindro de balas, Hajime foi ao ar com Aerodinâmica. Seus saltos tinham se tornados mais precisos e ele voou livremente, ficando próximo do teto.

Cansado de ser alvo de gozação, a cabeça prata começou a disparar auroras aleatoriamente. Hajime sorria enquanto se esquivava com facilidade. Ele estava lendo a Hidra como um livro aberto. E ele havia notado que ela tinha de parar de se mover para carregar sempre que disparava.

— Isso é por machucar Yue. Espero que goste. — Ele terminou de recarregar Donner e disparou seis balas de uma vez, cada uma a uma direção um pouco diferente.

Seis explosões pequenas pontilharam o teto, e depois de um momento de silêncio, uma seção dele veio abaixo, desmoronando. Dez toneladas de rocha lançadas em direção à Hidra. E a Hidra foi incapaz de escapar a tempo enquanto o teto chovia sobre sua cabeça.

— Graaaaaaaaaaaaaaaah!? — A besta gritou tanto de surpresa quanto de dor. O sentido de oportunidade de Hajime tinha sido perfeito. Ele tinha visado o momento em que ela se endireitava depois de disparar uma aurora, para se certificar de que não seria capaz de escapar.

Ele tinha errado originalmente de propósito, e depois correu pelo teto transmutando para enfraquecer as fundações enquanto colocava granada em vários locais. Seus seis tiros foram para acionar as granadas.

Mas ele não parou por aí. Ele não tinha feito tudo isso só para derrubar uma rocha gigante nela. Ele encurtou a distância até a Hidra encurralada em um só Passo Supersônico, depois começou a transmutar os escombros em torno dela para fazer uma prisão perfeita. Ele transmutou a área à volta da cabeça para fazer algo especificamente como um alto-forno.

Ele então jogou toda sua bolsa de granadas no alto-forno e gritou a seguir:

— Agora, Yue!

— Certo! Lume Lazúli!

Um sol azul ardente surgiu dentro do alto-forno, condenando a Hidra aprisionada ao inferno. Suas granadas explodiram quando a magia acertou, causando uma quantidade considerável de dano na cabeça prata.

— Graaaaaaaaaaaaah! — A cabeça prata gritou de dor. Ela começou a disparar bolas de luz para todo lado, procurando se libertar desesperadamente. Mas, sempre que ela conseguia quebrar uma das paredes, Hajime simplesmente a transmutava de volta no lugar. Ela tinha acabado de disparar uma aurora também, então ela não era capaz de preparar outra tão cedo. De pouco a pouco, o sol azul se aprofundava no forno, purgando o monstro com um fogo mais quente que o inferno.

Sentir Presença lhe dizia que a Hidra estava agora definitivamente morta. Assim que ele teve a certeza de que ela tinha partido para sempre, Hajime desmaiou no local.

— Hajime! — Yue tentou correr até ele, mas o seu corpo estava exausto, então ela estava se forçando a rastejar em vez disso.

— Você se forçou… demais… — Yue conseguiu de algum rastejar até Hajime. Ele podia sentir ela o abraçando enquanto perdia a consciência.

Nesse ínterim, enquanto Hajime e Yue estavam lutando contra a Hidra, o grupo de heróis estava fazendo uma pequena pausa da sua expedição à masmorra e estavam descansando na capital.

O aumento da força dos monstros que enfrentavam, combinado com a tensão de fazer o reconhecimento de um piso não mapeado tinha, naturalmente, sido muito desgastante para os estudantes, mas isso não foi a única razão para eles terem escolhido fazer uma pausa. Havia também alguém aparentemente esperando no palácio para os conhecer. O Império Hoelscher, que não havia revelado nenhum interesse nos heróis até agora, tinha mandado de repente um representante para os cumprimentar.

Kouki e os outros estavam naturalmente se perguntando por que eles enviariam alguém depois de todo esse tempo.

A razão pela qual não tinha nenhum representante do Império Hoelscher — que era aliado do Reino Heiligh — quando os heróis foram inicialmente invocados, era que havia passado muito pouco tempo entre a mensagem do oráculo de Ehit e a invocação em si. Posto isso, o rei havia assumido que mesmo que tivessem conseguido enviar uma mensagem ao Império a tempo, eles não teriam se dado ao trabalho de enviar um representante. A principal razão era que desde a sua fundação pelas mãos de um mercenário famoso há 300 anos, o Império tem sido uma meritocracia baseada na força. Aventureiros e mercenários de todos os tipos chamavam essa terra sagrada de casa justamente porque podia fazer um nome para si mesmos apenas com a força de suas espadas.

Pessoas como eles não aceitariam alguns humanos invocados como seus novos líderes sem mais nem menos. Embora a Santa Igreja tivesse uma presença lá, e a maioria dos seus cidadãos fossem tecnicamente crentes, eles não eram tão devotos quanto os cidadãos do Reino. Já que até os mercadores e oficiais geralmente vieram de um passado mercenário ou aventureiro, quase todos os cidadãos valorizavam o dinheiro sobre a religião. Dito isso, eles ainda eram crentes mesmo que não fossem tão devotos.

Contudo, era bastante provável que eles teriam rejeitado os heróis se tivessem os conhecidos quando foram invocados antes. Por isso foi sorte o imperador de Hoelscher não ter revelado aparentemente qualquer interesse nos heróis até agora.

Sua mudança repentina havia surgido quando eles ouviram os relatórios de que o grupo de Kouki tinha limpado o sexagésimo quinto piso do Grande Labirinto Orcus, algo que mais ninguém tinha conseguido fazer antes. Quando notícias do avanço histórico alcançou os ouvidos do Império, eles despacharam imediatamente um mensageiro ao reino informando que eles desejavam conhecer esses novos heróis. Tanto o rei quanto a Santa Igreja concordaram que era provavelmente o melhor momento para deixar eles conhecerem os heróis.

O Capitão Meld retransmitiu todas essas informações em pormenor a Kouki e os outros no regresso à capital.

Quando os estudantes estavam saindo de suas carruagens, um garoto simples veio correndo até eles do palácio. Ele tinha por volta de dez anos, com cabelos loiros e olhos azuis. Ele se parecia com Kouki em muitos aspectos, embora ele fosse mais uma criança bagunceira. Ele era, é claro, o príncipe de Heiligh, Lundel S. B. Heiligh.

O jovem príncipe se parecia com um cachorrinho dando boas-vindas para seu dono enquanto corria até uma das garotas e começava a gritar para ela.

— Kaori! Você finalmente voltou! Eu estava esperando por você! — Claro, não era só Kaori que havia retornado. Todos os outros alunos da expedição também tinham voltado com ela. A maioria deles estavam claramente irritados pelo Príncipe Lundel basicamente ignorar a existência deles.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

9 Comentários

  1. Tá aí um namoradinho que a Kaori, provavelmente, vai ficar rejeitando enquanto pensa no Hajime, enquanto isso ele vai estar num bem bom com a Yue. Estou ansioso pelos próximos capítulos, Hajime e Yue certamente vão melhorar muito depois dessa batalha. Obrigado pelo capítulo ^-^

  2. Finalmente essa desgraça morreu, e dessa vez ele foi esperto, já deixou o bixo assado, é só comer hauhauhaa
    Obrigado por trazer mais uma parte.

  3. Esse príncipe está pedindo para levar uma surra 🤣🤣🤣

    Muito obrigado pelo capítulo, Kaka 🙇🏻‍♂️😁

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