Arifureta – Volume 1 – Capítulo 4 (Parte 9 de 18)

Hajime e Yue decidiram procurar pelo cérebro por trás das flores parasitas antes de serem esmagados pelo grande número. Até que derrotassem o mestre das marionetes, eles não seriam capazes de fazer uma busca apropriada no piso.

Já que eles não tinham mais tempo para deixar Yue sugar prazerosamente seu sangue, Hajime tentou passar a ela um frasco de Ambrósia. Todavia, ela não aceitou. Ele inclinou a cabeça, intrigado. Yue estava esticando seus braços a ele ao invés de pegar o frasco.

— Hajime… me carregue…

— Quantos anos você tem, cinco!? Espera, não me diga que você acha que vou te carregar e enquanto eu corro você suga meu sangue!?

Ela assentiu enfaticamente. Ele supôs que a Ambrósia levaria tempo demais para fazer efeito, e em um aperto eles precisariam da magia de Yue para se salvarem. Contudo, ele não estava entusiasmado quanto à ideia de fugir de um exército de monstros enquanto ela sugava seu sangue. Parece que situações extremas exigem medidas extremas… E no fim, ele concordou e ergueu Yue em seu braço… e então percebeu que isso dificultaria demais seus movimentos, então ele a colocou sobre suas costas em vez disso. Com seus preparativos concluídos, ele pulou abaixo.

E assim, nós voltamos à cena mais cedo, na qual Hajime estava sendo perseguido por 200 monstros. Hajime abriu caminho por um aglomerado denso de mato com Yue ainda agarrada em suas costas. Embora ela tivesse terminado de sugar seu sangue, ela ainda não tinha descido.

Enquanto corria, ele ouvia barulhos enormes atrás dele. O chão inteiro sacudia enquanto o exército de dinossauros investia contra ele. Os raptores se escondiam na grama alta e se atiravam em Hajime por todos os lados. Ele matava aqueles que conseguiam o alcançar e ignorava o resto enquanto corria o mais rápido que podia. Ele estava atualmente correndo para o que ele pensava ser o esconderijo mais óbvio que conseguia pensar. Yue lançava projéteis mágicos a torto e a direito, mantendo os monstros afastados e impedindo eles dois de ficarem completamente encurralados.

Bluuuub. Ela sugou seu sangue outra vez enquanto corria. O destino deles era a parede da masmorra do outro lado do mar de árvores. Na parede havia uma fissura enorme que se abria em uma caverna.

A razão pela qual ele tinha escolhido investigar primeiro esse lugar foi por causa da peculiaridade que ele havia reparado no comportamento dos monstros. Enquanto Hajime esteve correndo pela floresta, os ataques dos monstros só se tornaram mais frenéticos quando ele tinha ido em uma determinada direção. Como se eles estivessem tentando o impedir de ir naquela direção. Não eram muitas pistas, mas era tudo que eles tinham. Além disso, se eles levassem muito tempo, eles seriam esmagados de qualquer forma, então eles não tinham escolha senão apostar tudo nas pistas que eles conseguiram encontrar.

Ele tinha esperança de se esconder entre a grama enquanto ele ia, mas seu plano já tinha claramente falhado. Em vez disso, já que sua posição já estava comprometida, ele tinha decidido acelerar e ativar Aerodinâmica bem como Passo Supersônico para voar para a frente.

Bluuuub.

— Yue!? Se importa em parar de sugar meu sangue em cada oportunidade!?

— …Preciso dele.

— Mentirosa! Eu sei que você quase não usou nenhuma mana desde a última vez que você tomou um gole!

— Essas flores estão… drenando minha… Kuh.

— Pare de se fazer de heroína trágica, sei que você está muito bem, sua idiota! Não posso acreditar que você está brincando desse jeito enquanto estou correndo pela minha vida.

Mesmo em tal situação tensa, Yue estava mais interessada no sangue de Hajime do que na crise iminente deles. Cara, ela não tem vergonha. Acho que deveria ter imaginado já que ela é da realeza e tudo mais… E apesar da sua atitude brincalhona, ela ainda estava derrubando cada monstro que entrava no alcance sem errar um. Depois de mais alguns minutos correndo, eles chegaram na entrada da caverna, com duzentos monstros no calcanhar.

A fissura era estreita o suficiente para que dois adultos tivessem dificuldade em andar lado a lado. Os T. rexes não caberiam e os raptores teriam de seguir em fila única. Um dos raptores saltou neles, com as garras expostas, mas antes mesmo de pular alguns metros, Hajime o explodiu em pedaços com Donner. Uma vez que eles adentraram a fissura, Hajime transmutou, a fechando atrás deles.

— Haaah, podemos finalmente fazer uma pausa.

— …Você parece cansado.

— Se está preocupada comigo, que tal sair das minhas costas?

— Muu… Está bem.

Relutantemente, Yue escorregou das suas costas. Ela realmente gosta das minhas costas.

— Bem, considerando quão desesperados aqueles caras pareciam, eu diria que estamos no lugar certo. Se certifique de se manter atenta.

— Certo.

O interior da caverna estava escuro já que Hajime tinha fechado a saída, então eles prosseguiram cautelosamente.

Depois de alguns minutos andando, o caminho se abriu em um espaço amplo. Havia uma segunda fissura do outro lado do lugar. Talvez seja o caminho que leva ao próximo piso? Hajime começou a vasculhar o local. Sentir Presença não detectou nenhum inimigo, mas havia uma sensação sinistra que ele simplesmente não conseguia afastar, então ele manteve sua guarda. Ele tinha aprendido da forma mais difícil que alguns monstros poderiam evadir do seu Sentir Presença.

Foi quando eles chegaram no centro do local que finalmente aconteceu. Um incontável número do que parecia bolas de ping-pong verdes voaram contra eles de todos os cantos do lugar. Yue e Hajime ficaram costas com costas e começaram a abater as bolas de ping-pong.

Contudo, havia mais de cem vindo rapidamente até eles, e ele percebeu que não conseguiria destruir todas elas a tempo. Ele mudou a estratégia instantaneamente e transmutou uma parede para se proteger. Todas as bolas se chocaram na parede, incapazes de perfurar a pedra grossa. Embora rápidas, elas não pareciam ter tanta força. Yue não teve problemas em cuidar das do lado dela com sua magia de vento superior.

— Yue, acho que essa é a forma de atacar do corpo principal. Tem alguma ideia de onde ele esteja?

— ……

— Yue? — perguntou Hajime, inquisitivamente. Embora ela não possuísse nenhuma habilidade de percepção como a de Hajime, seus sentidos aperfeiçoados de vampira concediam a ela uma quantidade útil de informações indisponíveis a Hajime.

Contudo, Yue não respondeu. Confuso, ele se virou para ela e perguntou de novo, mas a resposta que recebeu foi completamente inesperada.

— …Corra, Hajime! — Suas mãos estavam apontadas para Hajime. Ventanias açoitavam perigosamente à sua volta. Seus instintos gritaram para ele correr, então ele pulou para longe o mais depressa possível. Nem mesmo um segundo depois, uma lâmina de vento passou pelo lugar que ele tinha acabado de estar e cortou perfeitamente a parede atrás dele.

— Yue!? — Hajime mal pôde acreditar no que estava vendo. Ele elevou sua voz de surpresa, mas depois, o despertar da compreensão veio a ele quando viu o que estava acima da cabeça de Yue. Florescendo em cima do seu cabelo dourado estava uma pequena flor. Parecia quase como se o monstro também tivesse escolhido essa flor especificamente para ela. Afinal, a rosa escarlate acima da sua cabeça se adequava perfeitamente.

— Droga, essas bolas verdes devem ser flores! — Como posso ser tão idiota? Quero dar um soco em mim mesmo agora, pensou ele, enquanto esquivava de mais um talho de vento de Yue.

— Hajime… Unngh… — O rosto de indiferença habitual dela foi substituído por uma expressão agoniada. Quando ele tinha disparado e arrancado a flor da cabeça do raptor, ele estava estampado com uma quantidade surpreendente de ódio, que significava que ele havia se recordado do tempo que tinha passado sob o controle da flor. A flor só controlava o corpo e não a mente.

Felizmente, ele já sabia como libertar Yue dela. Ele mirou na flor e se preparou para apertar o gatilho.

Contudo, parecia que sua presa estava ciente do que suas armas eram capazes, e que ele havia abatido uma flor antes.

Ela controlou Yue, a forçando proteger a flor. Ela balançava para cima e para baixo, significando que se ele errasse, ele estaria suscetível a disparar bem no crânio de Yue. Ele correu para frente, pretendendo a arrancar fora, mas Yue apontou a mão para sua própria cabeça quando ele o fez.

— Oh, agora você passou dos limites… — A mensagem era clara. Se ele tentasse se aproximar, o monstro obrigaria Yue atacar a si mesma com a própria magia.

Apesar de ela ser praticamente imortal, Hajime não poderia dizer com confiança se ainda seria capaz de se regenerar caso ela se explodisse em pedacinhos com uma magia poderosa. E ela era mais do que suficientemente habilidosa para lançar até os mais fortes dos feitiços dentro de segundos. Ele não estava disposto a arriscar a vida de Yue em um jogo assim.

Sentindo sua hesitação, o monstro saiu da fenda na parte de trás do local.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

11 Comentários

  1. Grr… Monstro maldito, tu vai sofrer na mão do Hajime!

    P.S.: Eu não reclamaria de ter uma Yue sugando meu sangue.

    Obrigado pelo capítulo ^-^

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