Arifureta – Volume 1 – Capítulo 5 (Parte 6 de 7)

Em comparação, as estatísticas máximas do herói Kouki Amanogawa ficavam próximas de 1.500. Com a habilidade Romper Limite, Kouki poderia triplicar temporariamente essas estatísticas, mesmo assim, elas mal alcançavam um terço das de Hajime. E graças a Hidra que tinha consumido, Hajime podia usar a habilidade Romper Limite também. Ele tinha superado de longe seus colegas de classe superpoderosos e se tornou um trapaceiro roubado.

A maioria dos humanos normais tinham estatísticas máximas não mais que 100 a 200, enquanto aqueles que possuíam uma classe variavam entre 300 a 400. Demônios e homens-feras poderiam ter estatísticas que variavam desde 300 até 600 dependendo da raça em si e suas características. Se o herói, Kouki, era roubado, então Hajime tinha que ser uma espécie de monstro. Com o quanto ele tinha mudado fisicamente e mentalmente, monstro provavelmente era a melhor descrição para ele.

O braço artificial não era o único equipamento novo que Hajime havia saqueado da oficina de Oscar. Outro equipamento útil que ele tinha obtido era a “Arca do Tesouro”. Isso era um artefato aneliforme que tinha um pequeno rubi de um centímetro fixado em seu centro. O rubi na verdade era um espaço dimensional criado artificialmente onde objetos poderiam ser armazenados. Era como uma bolsa, basicamente.

Hajime não tinha certeza do quão grande exatamente era o espaço, mas era grande o suficiente para guardar uma quantidade razoável. Ainda tinha espaço sobrando mesmo depois de ele ter enfiado todas as suas armas, ferramentas e materiais de criação dentro dele. Bastava um pouquinho de mana para ativar o círculo mágico gravado no rubi para adicionar ou remover as coisas dele. Qualquer coisa dentro de um metro do anel poderia ser depositada nele, e objetos retirados dele poderiam ser colocados em qualquer lugar dentro do mesmo raio.

Era um artefato indubitavelmente muito conveniente, porém, para Hajime era especialmente útil por causa de suas armas. Devido ao anel poder transportar objetos retirados em qualquer lugar dentro de um metro dele, Hajime se divertiu com a possibilidade de recarregar com ele.

Quando pôs sua teoria à prova, ele teve pouco sucesso. Embora o anel não fosse preciso o suficiente para depositar as balas diretamente no pente, ele podia trazê-las para fora perfeitamente alinhadas em posição para serem recarregadas. Então, em vez disso, ele combinou suas habilidades para teleportar as balas no ar acima da câmara de sua arma e as deixar cair nos pentes. Era uma forma improvisada de recarga no meio do ar.

O único tipo de arma adequado ao estilo era um revólver basculante. Infelizmente, revólveres basculantes não eram tão poderosos quanto revólveres de tambor reversível. Todavia, recarregar um revólver de tambor reversível no meio do ar também era muito mais difícil.

A fim de resolver essa situação, Hajime tinha criado uma espécie de tambor reversível improvisado. Parte dele se movia para o topo para permitir a recarga no meio do ar. Ao manipular sua mana, ele também poderia eliminar as cápsulas velhas. Então, tudo que precisava fazer era girar a câmara e deixar as balas caírem no lugar.

Havia levado apenas um mês de treino contínuo para aperfeiçoar essa técnica. E havia uma razão para ele conseguir dominar esse feito sobre-humano em só um mês. Sua habilidade Andar da Fenda. Andar da Fenda não só lhe dava a capacidade de elevar suas outras habilidades de movimento, mas também melhoravam seus cinco sentidos aos seus limites. Ela fazia parecer que o resto do mundo estava se movendo em câmera lenta. Foi isso que tornou possível o recarregamento no meio do ar.

Além de melhorar suas armas, ele também tinha elaborado um veículo de duas rodas movido a mana, Steiff, e um de quatro rodas, Brise.

Como suas descrições sugeriam, eles usavam mana como combustível. Suas estruturas eram cobertas de Azantium, o metal mais duro existente. Ambos também foram carregados até a boca com armas. Apesar de todas as suas transformações, Hajime ainda era um garoto no fundo. Ele ainda tinha uma paixão ardente por todas as coisas militares. Houve vezes em que ele tinha ficado tão focado em suas criações que Yue começou a ficar emburrada, e ele teve todos os tipos de fluidos sugados de si antes dela o perdoar. Ele também havia desenvolvido algo que ele chamava de Olho Demoníaco.

Hajime havia perdido seu olho direito lutando contra a Hidra. O calor da aurora tinha evaporado completamente o olho dele, por isso, a Ambrósia fora incapaz de curar o que nesse ponto tinha se tornado um membro “perdido”. Yue se sentiu culpada por isso já que ele o tinha perdido ao protegê-la, então ela ajudou ele a desenvolver o Olho Demoníaco.

Mesmo com a magia de criação antiga, Hajime não conseguiu reproduzir um olho humano real. Todavia, ele tinha em vez disso, imbuído um pedaço da Gema Divina com Detectar Magia e Predição, criando um olho artificial que enxergava coisas diferente de um normal.

Ele então adicionou os mesmos pseudo-nervos que havia em seu braço artificial no seu olho artificial, permitindo que as imagens capturadas fossem enviadas diretamente para seu cérebro. Seu Olho Demoníaco não podia ver as coisas que seu olho normal podia. Em vez disso, ele via o fluxo e força da mana circundando uma pessoa ou objeto, sua cor, o elemento e o “núcleo” do feitiço que eles estavam tentando ativar.

O núcleo de um feitiço era basicamente a essência do que estava sendo ativado e o efeito que estava tentando se lançar no mundo. Ele sabia que os efeitos de um feitiço eram regidos pelas inscrições incrustadas no círculo mágico que invoca o feitiço, mas até agora, ele nunca tinha considerado a possibilidade de que o feitiço e o círculo mágico estivessem ligados de alguma forma pelo círculo para continuar a direcionar o feitiço depois de ter sido invocado. Nenhum dos livros que ele tinha lido no palácio havia mencionado qualquer coisa desse tipo. Era bastante possível que ele tenha feito uma nova descoberta no domínio da magia. Tendo em conta especialmente que mesmo Yue, que era uma especialista em magia, não sabia nada sobre isso.

Muito parecido com Sentir Presença, Detectar Magia era uma habilidade que só dava a Hajime uma ideia vaga da posição e quantidade de mana sendo usada. Não era muito mais que uma forma alternativa de procurar inimigos. Contudo, com o Olho Demoníaco melhorado, ele podia identificar a quantidade exata de mana sendo vertida em que tipo de feitiço, e por ele poder ver o “núcleo” do feitiço, era possível para ele o acertar e anular o feitiço inteiro. No entanto, acertar o núcleo de um feitiço exigia uma quantidade extrema de precisão, então não era sempre prático.

A razão de ele ter usado a Gema Divina como o material base para seu olho era porque nenhum outro minério tinha funcionado. Hajime supôs que era só a Gema Divina que poderia suportar mana suficiente para manter os feitiços que ele tinha imbuído nela. Ele ainda era inexperiente para usar sua magia de criação recém-adquirida, por isso ele só foi capaz de adicionar dois feitiços na Gema Divina até agora. Porém, considerando o quanto de mana ela poderia suportar, ele suspeitava que conseguiria acrescentar ainda mais feitiços nela quando ele ficasse mais experiente na sua habilidade de criação.

Já que o Olho Demoníaco foi feito a partir da Gema Divina, ele estava emitindo o tempo todo um brilho azul tênue. Em outras palavras, seu olho estava sempre brilhando. Independentemente do que fizesse, ele não conseguia fazer nada útil quanto a isso, então ele desistiu e o cobriu com um tapa-olho preto.

Cabelo branco, braço falso e um tapa-olho… Hajime agora parecia uma espécie de protagonista fodão de desenho animado. Daqueles que poderiam dizer frases clichês como: “Se acalme, meu braço esquerdo selado!”. Quando tinha se visto no espelho, Hajime ficou tão deprimido que passou um dia inteiro abatido na cama. Yue teve de recorrer a algumas medidas bastante… drásticas para finalmente o animar.

Hajime tinha adaptado suas armas também. Ele havia refeito Schlagen, que tinha sido destruído na batalha com a Hidra. Ele usou Azantium para a estrutura e as balas, o tornando mais forte que antes. E como ele já não tinha de se preocupar em carregá-lo graças ao anel, ele também prolongou o cano, aumentando seu alcance e poder.

Ele também havia acrescentado uma arma nova ao seu arsenal… Metzelei, uma metralhadora gatling melhorada eletromagneticamente. A inspiração para ela tinha vindo de quando eles tinham lutado contra o exército de raptores e não tiveram poder de fogo suficiente para acabar com todos. Era uma arma monstruosa, com seis canos rotativos capazes de disparar 12.000 balas de 30mm por minuto. Ele tinha usado a magia de criação para formar o cano de um minério especial auto-arrefecido, mesmo assim, ele só poderia disparar consecutivamente por cerca de cinco minutos antes da arma correr o perigo de superaquecer. Além disso, ela precisava de um tempo longo para esfriar antes de se usar novamente.

E, como forma de ganhar superioridade completa em combate, e simplesmente porque Hajime achava legal, ele tinha criado um lançador de foguetes chamado Orkan. Tinha um cano retangular, e possuía um carregador grande que permitia 12 tiros consecutivos. Ele também poderia disparar variedades diferentes de foguetes.

Como se não bastasse, ele tinha criado um revólver irmã para Donner, Schlag. Já que ele tinha um braço protético, Hajime achou que pudesse usar dois revólveres ao mesmo tempo. Seu estilo de combate preferido era combate armado a curta distância, basicamente gun fu, com Donner e Schlag esmagando seus inimigos. O motivo pelo qual ele decidiu pelo combate de perto era para trabalhar mais eficientemente com Yue, que era uma estereotípica retaguarda. Assim sendo, ele poderia preencher qualquer papel em um grupo com a variedade de equipamentos que ele tinha ao seu dispor.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

16 Comentários

  1. Quando você disse bebezinhos, achei que seriam algumas arminhas novas mas, o cara criou dois veículos, uma minigun, e um lança foguetes. Isso não são bebezinhos, são filhos criados prontos para o trabalho pesado hauahuahahu

    1. Como se não bastasse tudo isso, a porra da minigun solta 37,5 tiros por segundo, a cada minuto 12.000, e ainda pode atirar sem parar por 5 minutos, esse fdp acaba com uma guerra facinho. Só falta criar um tanque de guerra e uma shotgun q dá 50 tiros de uma vez.

  2. Agora sim explicou como ele consegue isso tudo no manga so joga isso na história e ja era
    It’s showtime

  3. “E ele teve todos os tipos de fluidos sugados de dentro de si antes dela o perdoar” kkkk hajime trabalhando duro o cap inteiro

  4. O cara já estava roubado com o status, aí ele faz esse monte de brinquedos… He… Hehe… Hehehe… Muahahahaha!

    Muito obrigado pelo capítulo, Kaka 🙇🏻‍♂️😁

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