Arifureta – Volume 2 – Capítulo 1 (Parte 4 de 18)

— E-Ele está realmente morto… Você matou aquele Dihedwa com um único tiro… — Seus olhos estavam tão esbugalhados que pareciam saltar para fora. Aparentemente, esse T. rex de duas cabeças era chamado de Dihedwa.

Mesmo enquanto ela olhava em choque para o cadáver de Dihedwa, Yue continuava tentando implacavelmente expulsá-la. No entanto, ela estava agarrada firmemente em Hajime e não se movia. Cansado de ter as orelhas dela batendo em seus olhos a cada segundo, Hajime deu uma cotovelada na parte de trás da cabeça dela.

— Hawugh!? — gritou ela incoerentemente e começou a se contorcer no chão enquanto gemia “Minha cabeça. Minha cabeeeeça”. Hajime deu a ela um último olhar frio antes de verter mana indiferentemente em Steiff.

Ela deve ter sentido o fluxo de mana, pois a garota coelhinha ficou de pé instantaneamente com um salto e correu até Hajime antes que pudesse sair.

— Você não vai fugir de mim! — Para uma garota coelhinha, ela era surpreendentemente resistente.

— Muito obrigada por me salvar há pouco! Meu nome é Shea. Sou um membro da tribo dos homens-coelho, Haulia! Sei que isso é presunçoso da minha parte, mas poderia por favor salvar minha família também!? Por favor, estou te implorando! — E muito insistente também.

Hajime deu um olhar de soslaio para a garota coelhinha desesperada, depois um longo suspiro. É claro que a primeira coisa que encontraria depois de escapar do inferno seria esse incômodo.

Vendo sua expressão exasperada, a garota coelhinha, Shea, repetiu inquietamente seu apelo ainda mais alto.

— Por favor, você tem! Estou implorando, precisa salvar minha família! — Antes do fim ela estava praticamente gritando. Parecia que sua família também estava em apuros. Hajime finalmente percebeu que era por isso que ela estava tão persistente. Seu apelo foi tão sincero que até mesmo Yue parou por um momento de tentar chutá-la para fora.

Quando viu quão desesperada ela estava, Hajime deu com os ombros relutantemente. Pensando que ele finalmente concordou, Shea suspirou de alívio. Na realidade… Hajime simplesmente ativou seu Campo Elétrico.

— Ababababababababaa!? — Ele controlou a tensão para que não a matasse, mas que a deixasse pelo menos paralisada por um tempo. O choque fez seu pelo e orelhas de coelho ficarem espetados, como de um personagem de desenho animado. Depois que ele cessou o feitiço, Shea caiu no chão, tremendo o tempo todo.

— Nunca se sabe. Dê o máximo de si, e talvez consiga salvar eles você mesma. Boa sorte, devo dizer. Muito bem, Yue, vamos.

— Tudo bem… — Ele deixou para trás algumas palavras genéricas de encorajamento, se é que podem ser chamadas assim, e começou a verter mana em Steiff mais uma vez. No entanto…

— N-Nunca deixarei você escapar! — Como um zumbi, Shea se arrastou até o pé de Hajime e se agarrou a ele com toda sua vida. Surpreso, Hajime parou de enviar mana sem querer para Steiff.

— O que você é, uma espécie de zumbi? Eu te dei aquele choque bem forte… então como é que ainda consegue se mover? Você está realmente começando a me assustar.

— …É. Ela é assustadora.

— Hic… por que vocês dois tem que ser tão maus… Primeiro me acotovelam, depois me chutam e agora me eletrocutam! Não acham que estão sendo cruéis!? Sou contra a violência! Se querem meu perdão, então salvem minha família! — Mesmo com raiva, ela não se esqueceu de lançar seu pedido novamente. Na verdade, era um pouco assustador como ela parecia completamente ilesa. A palavra “resistente” já não fazia mais jus ao seu corpo anormalmente resistente. Essa também não era a única coisa estranha sobre ela: ela também continuava resmungando coisa estranhas como “Se eu falhar aqui, o futuro irá mudar” para si mesma.

Hajime considerou simplesmente ligar Steiff e sacudi-la, mas seu corpo absurdamente forte e esses murmúrios proféticos finalmente provocaram um pouco a sua curiosidade. Além disso, ele tinha um pressentimento de que mesmo se tentasse sacudi-la do seu pé, ela de alguma forma se agarraria a ele… e nem mesmo ele era tão cruel para arrastá-la com ele até que ela se tornasse uma massa sangrenta horrenda.

Então ele finalmente — relutantemente — decidiu ouvi-la.

— Está bem, o que é? Pelo menos irei te ouvir, então me solte. E pare de limpar seu rosto com meu casaco. — Shea eclodiu com um sorriso radiante no momento que essas palavras deixaram sua boca, e ela começou a limpar dissimuladamente o rosto com o casaco dele. Ela realmente não tinha limites. Hajime deu uma cotovelada de novo para ela parar, provocando outro grito estranho.

— Hagyuun! V-Você me bateu de novo… Nem o meu pai me bate. Não acredito que vai continuar a bater em tal garota bonita repetidamente… Não me diga que prefere homens? É por isso que meus encantos femininos não funcionaram em você antes? Isso tem… — Hajime pisou com a bota na cabeça de Shea antes que ela pudesse difamá-lo ainda mais. Uma veia pulsava na sua testa.

— Quem diabos você está chamando de gay, sua coelha maldita! E como todas vocês conhecem esses termos!? Você e Yue, quem lhes ensinou essas coisas? Enfim, não sei se seus encantos femininos deveriam ser uma tentativa real de sedução ou uma piada, mas a razão deles não funcionarem é porque já tenho uma garota bem mais bonita que você ao meu lado. Sinceramente não sei o que lhe faz pensar que poderia vencê-la para começar. — Hajime se virou para olhar para Yue enquanto dizia tudo isso para a garota coelhinha. Ela estava corando vermelho-vivo com suas mãos nas bochechas enquanto se balançava de um lado para o outro timidamente.

Seus cabelos dourados brilhavam deslumbrantemente à luz do sol, e sua pele de porcelana levemente corada era perfeita o bastante para encantar qualquer homem que a visse.

Ela também já não estava mais emaciada e fraca da sua longa prisão como estivera quando se encontrou com ele. Além disso, suas roupas estavam bem mais adequadas também. Ela usava uma camisa branca com babado e uma minissaia preta, também com babados. Cobrindo tudo isso estava um casaco branco com forro azul. Em seus pés havia um par de botas e meias até o joelho. Cada peça de roupa era uma que Yue costurou usando as roupas velhas que encontraram no quarto de Oscar, combinado com os materiais recolhidos de monstros. Elas eram encantadas para conceder vigor acrescido e funcionava muito bem como equipamento defensivo.

A propósito, Hajime estava vestido com um casaco preto com forro carmesim e o resto de sua roupa também era uma combinação de vermelho e preto. Sua manga esquerda estava unida no ombro por um tipo especial de adesivo que ele elaborou de partes de monstros e poderia ser facilmente separada. Ele geralmente escondia ele na Arca do Tesouro durante os combates para deixar seu braço protético completamente livre. Essa manga era uma obra-prima de Yue.

Shea hesitou ligeiramente depois de olhar para Yue.

Ambas eram evidentemente mulheres extremamente bonitas, mas qual delas era mais bonita era uma escolha subjetiva que se reduzia mais para preferências pessoais do que qualquer coisa. Objetivamente falando, as duas estavam em pé de igualdade.

Shea tinha longos cabelos azul-claros e olhos lazúli que brilhavam como safiras. Suas sobrancelhas e cílios eram azul-claros também. Eles complementavam muito bem sua pele pálida, e contanto que ela ficasse calada, a maioria das pessoas a achariam bastante sedutora. Seus membros eram esbeltos, e suas orelhas de coelho brilhantes e a cauda redonda só lhe acrescentavam um charme a mais. Qualquer fã de garotas coelhinhas desataria a chorar de alegria com a mera visão dela.

O mais gritante era… a única coisa que faltava em Yue. Especificamente, peitos. Os de Shea eram particularmente enormes. Os pedaços rasgados de roupa que mal cobriam eles faziam mais questão de enfatizar suas presenças do que escondê-los. Sem nada para os manter no lugar, eles sacudiam sugestivamente sempre que ela se movia. Muuuito sugestivamente. Só para lembrar a todos que eles estavam lá.

Basicamente, ela tinha todo o direito de se chamar de bonita. Hajime era o esquisito por estar tão desinteressado por ela. O velho Hajime teria dado um Mergulho Lupin diretamente naqueles vales macios de orelhas, enquanto gritava “Orelhas de coelho!”. No entanto… Bem, enfim, sua atual indiferença definitivamente machucava um pouco o orgulho de Shea. E assim, ela disse a única coisa que era absolutamente um tabu…

— P-Pois bem… Eu lhe venço em peitos pelo menos! Essa garota é lisa como uma tábua!

…Lisa como uma tábua.

…Lisa como uma tábua.

…Lisa como uma tábua.

Seu grito acusatório ecoou repetidamente por todo o desfiladeiro. Yue ficou em silêncio de repente, seu rubor de antes desapareceu em um instante. Sua franja escondia sua expressão enquanto descia lentamente de Steiff.

Hajime simplesmente olhou para o céu e juntou as mãos, oferecendo uma pequena oração para a pobre coelhinha. Que suas orelhas de coelho descansem em paz… Para ser justo, Yue não era assim tão plana, mas seus peitos eram certamente de pequeno porte. Eles não eram como os penhascos que rodeavam atualmente o grupo.

Shea se acovardou perante Yue como um rato em frente a um gato. As próximas palavras de Yue foram meros sussurros, mas todos ouviram surpreendentemente bem.

— Suas últimas palavras?

— Se me desculpar, você me perdoaria?

— ……

— Desculpa, não quero morrer! Realmente não quero morrer!

— Rajada Tempestuosa.

— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!

Shea foi levada por um turbilhão e erguida para o alto do céu. Precisamente dez segundos depois de seus gritos desvanecerem, ela caiu no chão com um plop.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

6 Comentários

  1. quem mandou falar que a Yue não tem peitos, merecia uma bola de fogo na cara.
    Obrigado pelo Capitulo!

  2. Kkkk a garota coelha mau chegou e já tá se achando a waifu da novel kkk,e isso q acontece quando se desrespeita nossa deusa yue

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