DS – Capítulo 50

Alsantset sentava na tenda com Tali em seu colo, esperando pelo momento de glória para as Pessoas. Ela estava tão orgulhosa do grupo de jovens por conseguirem passar da eliminação em massa. Ela mesma tinha participado 10 anos atrás, na idade de 19 anos, mas eles fracassaram. O grupo dela foi eliminado em uma partida vale-tudo, com quatro times lutando na mesma hora. Os outros três se juntaram para derrotar eles, mas ainda assim foi por pouco. Foi um tempo decepcionante para ela, sem nenhum amigo próximo dentro de seu grupo, só quatro jovens homens ousados querendo competir pelo afeto dela e nenhum sequer digno. Ela era solitária, com o pai dela fora lutando e mãe incapaz de abandonar seus deveres, mas a única coisa que ela conseguia pensar na viagem inteira era Charok. Até lá, ela estava apaixonada por ele, casando com ele assim que ela voltou, á que a viagem consolidou o amor dela. Se inclinando em seu ombro, ela estava feliz que ela recebeu essa chance para vir aqui com ele e suas crianças adoráveis, compensando as péssimas memórias que ela tinha dessa bela cidade.

Pingentes e insígnias pendurados nas tendas, enquanto pessoas de todas as classes lotam ao redor para ver a riqueza e poder mostrados, a competição uma chance para os clãs e as seitas da Sociedade se engajaram em uma competição para medir forças, feita por eles mesmos. O palco era um utilizado para combate, com o mestre de cerimônias de pé no meio, os presentes à mostra em uma mesa. Os presentes secundários estavam em outras mesas espalhadas ao redor da arena, luxúrias frívolas como escravos, sedas, ornamentos, e tesouros, nada útil para as Pessoas, ou sequer para os jovens heróis que as conquistaram. Tais coisas não lhes eram úteis. Eles precisavam de armas e armaduras, diligência e dedicação no treinamento, não esses itens de riqueza extravagantes, auto-indulgentes. Ela estava em conflito sobre o que fazer se o Rain recebesse algo assim, talvez estragando ele ainda mais. Ele já aproveitava demais o conforto, parecendo quase um almofadinhas às vezes.

As multidões estavam impacientes enquanto cada grupo ia à frente para ser apresentado, apenas uma nota de rodapé comparada com a mostra de prêmios. Suas conquistas durante a prova foram louvadas, aplausos educados ou risadas estridentes vindo da multidão enquanto diferentes facções discutiam nas tendas. Apenas nove grupos conseguiram passar da “grande caçada”, como eles a chamavam, e Alsantset estava mais do que um pouco irritada com a performance de Rain. De acordo com os outros, todo o trabalho foi feito pela Adjuan e a Sumila, os outros três simplesmente foram junto. Era vergonhoso para o Rain ir na aba das duas damas, e pior ainda, se aproveitar dos seus inimigos derrotados por ouro. Ela o repreendeu severamente quando ela descobriu, tomando o dinheiro sujo, com a intenção de devolvê-lo. Entretanto, ela foi rudemente dispensada pelo Clã Situ, então o ouro seria guardado para o futuro de Rain. Aquele vagabundo irresponsável iria desperdiçar tudo com bebidas e prostitutas, como se ouro não tivesse valor para ele. Ela fez uma careta, esperando que o pequeno Rain encontrasse uma esposa capaz de corrigir esses hábitos péssimos.

Era tudo culpa do filho do Magistrado, Fung. Um vagabundo infâme e mulherengo, mas sua força era impressionante. Seu grupo conseguiu um lugar no palco também, derrotando os jovens do Clã Han e a Seita das Sete Estrelas para tomar a insígnia do Clã Xue em uma batalha, conforme narrado pelo mestre de cerimônias. Alsantset riu ao ver o jovem rapaz lá orgulhoso, alguém que teve a coragem de tentar seduzir ela no primeiro encontro deles. Ela pôs um fim naquilo rapidamente, aproveitando a cena do jovem mestre entrando em pânico enquanto ela segurava ele para Suret mordiscar. A quin se tornou muito mole e doce nos anos de descanso, Rain mimando a antiga besta sedenta de sangue, tanto que Suret nem sequer o fez sangrar durante a demonstração, mesmo com um estranho presente na frente de seus filhotes. Rain gastava tempo demais mimando eles também, três pequeninos quins de pedigree puro-sangue. Ela deveria procurar um animal de estimação para ele, algo mais apropriado do que um quin.

Finalmente, foi o último grupo a ser chamado, hora da força das Pessoas ser mostrada. O mestre de cerimônias falou para todos ouvirem:

— Para o nosso último grupo, eles conseguiram as maiores conquistas na caçada. As duas Insígnias que eles conquistaram, completando ambas, ganhando os prêmios do Clã OuYang, e da Seita Arahant. — Aplausos soaram enquanto os atendentes carregando os prêmios vieram à frente, os colocando na mesa. O primeiro prêmio foi revelado com um floreio dramático. — Do Clã OuYang, nós temos cinco anéis de jade, cada um com uma cor diferente, vibrante. Feitos com o maior cuidado, essas peças intrincadas de joalheria são esculpidas da jade mais pura disponível, semitransparentes e de uma única cor, uma marca de status para esses jovens heróis. Além disso, cada anel tem a inscrição de uma única runa, feita com o maior cuidado pelo próprio Patriarca Yu Sheng, auxiliando o portador no seu cultivo desde que ele esteja em contato direto com a pele.

Um murmúrio coletivo soou da multidão, todo mundo chocado demais para aplaudir, discutindo o valor incrível de tal prêmio. Enquanto isso não era inédito, para o Patriarca ser capaz de criar tais cinco tesouros significava que o Clã OuYang iria crescer rapidamente em um futuro próximo, já que os cidadãos da Província Norte não precisariam mais viajar vastas distâncias para obter um. O Patriarca em questão estava de pé saudando a multidão, um sorriso no rosto, anunciando sua presença e habilidade, talvez esperando captar clientes.

— Um prêmio maravilhoso para os nossos talentosos jovens, agora nos deixem ver o que a Seita Arahant preparou. — Um segundo floreio, e uma coleção de jarros estavam em uma mesa, cerâmica de baixa qualidade. Zombaria soou da multidão, desdenhando a Seita Arahant pelos prêmios de má qualidade. Uma mão se levantou enquanto o mestre de cerimônias lia o pergaminho, explicando o presente. — Dentro desses jarros está um medicamento conhecido como Elixir da Ascensão do Dragão. Quando ingerido em quantidades pequenas por um longo período de tempo, ele irá fortalecer os órgãos interiores e exteriores, assim como aumentar a eficácia dos treinamentos de força e resistência. — Um silêncio pairou enquanto a multidão processava suas palavras, antes de aplausos gigantes e vivas de alegria soarem mais uma vez. O valor de tal prêmio ofuscava todos os outros. Um prêmio como esse era raramente dado, tipicamente reservado para a verdadeira elite de grupos poderosos! Até Alsantset estava dando altas vivas, pois esses prêmios eram apropriados para todos eles, especialmente para o pequeno Rain. Sua cultivação e a fundação de seu corpo eram as partes mais deficientes nele, e estes iriam apressar seu desenvolvimento, permitindo que ele se igualasse, e por fim superasse seus iguais.

Ela se virou ao sentir Charok puxar sua manga, apenas para ver Elia e Chakta já indo embora.

— Nós devemos nos preparar para escapar, meu amor. Entesourar uma jade se torna um crime, esses prêmios são preciosos demais e sem Akanai vamos morrer se nós ficarmos. — Alsantset voltou aos seus sentidos, a alegria antiga rapidamente desaparecendo, enquanto ela percebia as implicações. Os anéis e o medicamento poderiam ser usados por qualquer um, e tal reunião de tesouros iriam atrair problema, especialmente enquanto eles não tinham nenhum suporte aqui. Ela se apressou para fora da tenda enquanto o mestre de cerimônias listava as conquistas, ainda ouvindo com atenção. Como eles conseguiram eliminar os jovens de quatro grupos proeminentes? Eles até mesmo eliminaram todos os participantes do Clã Situ. Nada bom, nada bom, só mais desculpas para eles serem atacados. Mesmo Fung iria ser morto se eles procurassem sua ajuda, um filho de magistrado não tinha poder algum dentro da Sociedade. Eles tinham de fugir, mas Charok e ela mesma eram os únicos aqui que poderiam proteger todo mundo,  eles nem ao menos podiam seguir direto para casa, diante do risco de encontrar o exército Corrompido. O futuro parecia sombrio com tempos turbulentos à frente.

Patriarca Situ RangMin se irritava ao ver os cinco vagabundos no palco, sorrindo e acenando para a multidão. Não apenas eles tinham eliminados todos os jovens do Clã Situ, seu próprio filho foi espancado, humilhado perante seus iguais e futuros subordinados. Ele já precisou sorrir educadamente através de diversos insultos disfarçados e condolências falsas. Isso era inaceitável! Eles até mesmo roubaram a insígnia do OuYang deles, e pela primeira vezes aquele mão de vaca inútil apresentou um prêmio incrível, segundo apenas ao prêmio da Seita Arahant, o qual esses selvagens também venceram. Fumegando de raiva, ele ordenou para os seus vice-líderes:

— Capturem eles e tomem tudo. Tragam os jovens de volta vivos, matem o resto. — Ele teria esses jovens espancados e pior, para ousarem humilhá-lo dessa maneira.

Patriarca OuYang YuSheng estava contente com a virada de eventos. Seu prêmio era ainda maior que os outros, apenas rivalizado pelo prêmio da Seita Arahant. Não haveriam mais murmúrios que ele era mão de vaca ou um avarento, risada sobre pão-durice. Qual era o problema em guardar o melhor para suas próprias pessoas? Isso era simplesmente um princípios dos céus, cuidar primeiro de sua família. O forte sobrevive e o fraco morre, então por que enfraquecer a si mesmo por um orgulho vazio? Seu presente dessa vez chocou a todos, e ele já recebeu diversas ofertas para jantar, tentativas para seduzi-lo a fazer outros anéis similares. As coisas estavam ótimas de fato, especialmente quando ele soube que foram uns caipiras sem nome de lugar nenhum que ganharam seu prêmio. Ninguém iria chorar sobre seus cadáveres quando seus homens tomassem o que era dele. Aqueles anéis seriam desperdiçados em lixo como aquele, e o medicamento também. Cumprimentando seu provável mais novo cliente, RangMin juntou suas mãos, um sorriso no rosto. A vida estava parecendo boa.

Jin Sui ia em sua carruagem, escolhendo voltar para casa imediatamente ao ouvir que os jovens do Clã Situ foram levados para uma investigação. A Sociedade levava a integridade de sua competição muito a sério, e alegações de complôs contra alvos específicos o levariam a ser executado nas sombras. Enquanto ele evitasse retornar, era provável que a Sociedade iria silenciosamente encobrir tudo. O Grupo Comercial Caston iria negar todas as alegações, e a Sociedade não iria se incomodar em persegui-lo, não por causa da tentativa de ferir algumas crianças bárbaras, nem eles iriam arrumar problema com Kai, um soldado de carreira. Seu sobrinho ao seu lado, Jin Sui aproveitava uma viagem quieta de volta para as Planícies Centrais, confiante de que evitaria todas as repercussões. Embora ele lamentasse suas perdas, dinheiro era facilmente recuperado, mas sua vida era insubstituível.

Diversos clãs, seitas, grupos e gangues consultavam seus próprio povo, discutindo o melhor curso de ação a se tomar contra esses caipiras, com a sua demonstração impressionante e sorte incrível. Os menos honrados dentre eles já estavam montando planos e tomando ações para despojar esses jovens de seus prêmios. Os mais simpáticos balançaram suas cabeças, tristes pela perda de tal talento, mas eles mesmos não iriam ajudá-los pois isso só atrairia problema para suas próprias casas. Nem sequer um dos três grandes poderes poderiam salvá-los agora, e eles já se tornaram inimigos do Clã Situ. O Clã Han não iria ajudá-los também, os jovens foram vistos em companhia da delegação de Shen Huo, que foram fundamentais na eliminação dos jovens do Clã Han. Essa era a vida, ser elevado aos céus, só para ser arrastado de volta para o chão. Uma pena, porque esses jovens Bekhai pareciam ser bem habilidosos. Os talentosos realmente morriam jovens.

Akanai amaldiçoava seu azar, tendo que lidar com o Cho Jin Kai. De todos os oficiais no vasto Império, o único que ela tinha problema estava no comando do último posto avançado que ela precisava ir para reabastecimento. Quase 150 quilômetros de Shen Yun, o acampamento estava sendo usado como uma área de teste para retomada dos fortes na fronteira. Apenas o General de Brigada e sua unidade estavam alocados aqui, as outras unidades ainda na rota. Ela deveria ter parado por mais tempo em Shen Yun, mas a impaciência fez com que ela continuasse. Todos os pedidos dela de suprimentos e armas foram negados por aquele puto presunçoso, citando regulações inúteis e problemas que levariam tempo demais para discutir. Ela foi embora, liderando suas pessoas para fora do acampamento sem descansar, um erro cometido no calor da raiva. Seus subordinados estavam cansados, no décimo dia consecutivo de viagem dura, todos eles estavam imundos de suor e terra, alimentando-se com carne seca e biscoitos duros.

Irritada, ela corrigiu a quin de Mila, Atir, em seu curso. Uma quin jovem, ainda muito curiosa e brincalhona, faltava nela disciplina. Ela teve de deixar Kankin para trás, ele estava velho demais para sofrer o rigor de uma viagem dura como essa. Ela deveria ter conseguido uma montaria mais jovem eras atrás e permitir que Kankin se aposentasse em paz, mas ela era uma tola sentimental. Ela conseguiu seu título sentando em suas costas, e toda vez que o via, gostava de valorizar as memórias das vitórias que conquistou. Na realidade, ela própria estava ficando velha demais para viajar assim, suas costas doloridas, cabeça confusa pela falta de sono, irritável pela falta de comida. Viajar com Charok era bom demais, o homem conseguia fazer pedras ter um gosto bom.

Eles viajaram pela floresta, deixando a estrada principal depois do último posto avançado, favorecendo velocidade sobre a furtividade, viajando onde nenhum cavalo conseguiria, se movendo penhascos acima e sobre montanhas com facilidade, a mobilidade e a resistência dos roosequins era inigualável por qualquer outra montaria. Já faziam algumas horas desde o posto avançado, mas eles ainda estavam muito longe da Ponte e de onde os Corrompidos se infiltraram. Três fortes cairam, mas os inimigos só asseguraram dois caminhos, um bloqueado por Shen Huo e o outro pro Shen Mu. As duas cidades iriam conter o Inimigo, suas muralhas fortificadas e equipadas. O Inimigo levaria decanas para reforçar suas posições, reunindo soldados o bastante para atacar a Muralha. O Império ainda tinha tempo para se preparar.

A competição na Sociedade deve estar na sua primeira fase agora. Ela especulava sobre qual método foi usado para filtrar a palha esse ano, separar os indignos da competição. Melhor se eles tivessem uma única eliminação por combate, mas era um método raramente utilizado no passado, era um conflito massivo, eliminando outros competidores através de combate em grupo, uma coleção de insígnias depois de espancarem seus oponentes. Aqueles com mais insígnias passavam. Isso foi um erro grave por parte dos planejadores, visto que os jovens frequentemente perdiam o controle de suas inibições. As Pessoas foram quem sobrou depois de cinco dias, e sem outros competidores, a Sociedade não teve escolha além de declarar as Pessoas como vencedores. Ela sorriu com as memórias da repreensão e sua fuga rápida para casa, fugindo de assassinos e ladrões. Eles fizeram alguns amigos naquela viagem. Levou décadas até que voltassem a participar.

Ela afastou seus pensamentos quando avistou movimento à frente. Uma de suas sentinelas avançadas, Tanaraq, estava voltando muito rapidamente, acenando de volta. Sem hesitação, Akanai mudou o rumo para sudoeste, todo mundo rapidamente seguindo ela. Tanaraq deu seu relatório com sinais com as mãos, ao invés de falar através de chi. Corrompidos, milhares deles, Demônios, pelo menos dois, se aproximando pelo sudeste. Como o Inimigo conseguiu se infiltrar tão longe de Shen Huo sem ninguém reportar nada? Um arrepio desceu pela espinha dela enquanto ela percebia o objetivo deles. Eles estavam se movendo para os postos avançados, querendo cortar a estrada ao meio, impedindo os suprimentos e reforços de chegar na Ponte. Se eles conseguissem, iria atrasar os exércitos de resposta do Império, talvez por tempo o bastante para que os Corrompidos conseguissem lançar um ataque bem sucedido na Ponte. Ela não podia permitir que isso acontecesse, não enquanto o filhote estivesse lá. Ela iria salvá-lo, ou morreria tentando.

Virando o grupo dela de volta para o posto avançado, um sorriso sombrio e conformado em seu rosto, ela foi a toda velocidade para resgatar aquela escória de homem, Kai. A província dependia disso. O filhote dependia disso. Eles alcançaram o campo rapidamente, os portões do acampamento se fechando enquanto ela chegava, mostrando sua insígnias aos guardas do portão, exigindo que eles a deixassem entrar.

— Ignorem essa ordem, homens. — Batendo nas escadas, um rosto odioso e familiar apareceu, ridicularizando eles. General de Brigada Kai. — Nós não podemos arriscar abrir os portões por alguns selvagens, não com o Inimigo tão perto e prestes a atacar. — Ele olhou por cima da muralha, presunçoso como sempre. — Quem sabe, eles mesmos podem ser Corrompidos, com o quão incivilizados eles são.

Suprimindo a vontade de matar o homem com uma flecha na garganta, Akanai não desperdiçou tempo, liderando suas pessoas ao redor da muralha do campo leste. Felizmente o Inimigo só estaria vindo do oeste. Eles podiam ser pegos em campo aberto, mas ela estava sem sorte. O acampamento era grande e antes de completarem metade da volta, o Inimigo avançou contra eles, berrando seus gritos de guerra sobre suas montarias bípedes, lagartos peludos rangendo seus dentes, batendo seus tambores, as peles secas de restos humanos pendurados em seus corpos. Flechas voaram pelo ar, de seus Sentinelas, dos soldados, dos Corrompidos, um vôlei da morte. Sua arma girando para bloquear o que ela podia, ela continuou montada na tentativa de liderar suas pessoas para segurança, xingando o retardamento de Kai, jurando vingança sobre ele caso ela sobrevivesse.

Gritando ordens e organizando suas pessoas em formação, ela liderou o caminho, matando seus inimigos com cada balançar de seu machado. O grito de seu marido podia ser ouvido atrás dela, a batida de metal em ossos enquanto ele esmagava seus inimigos, o assobio de seu bastão através do ar, música para os ouvidos dela. Fazia um tempo desde a última vez que eles lutaram lada a lado, e ela sentiu falta disso, um senso de nostalgia estranho e distorcido. Ela assistiu enquanto o inimigo pulava sobre as muralhas curtas, que mal tinham 6 metros de altura. Garos pulavam aquela altura facilmente, e os sons de carnificina e morte seguiam logo depois. Kai era um comandante estúpido, se esconder atrás das muralhas de madeira. Ele deveria ter reunido seus homens no chão, um campo aberto de morte perante ele, incendiando os prédios para bloquear o caminho deles.

Um número de Corrompidos se desviou, avançando diretamente para ela, bestas prontas para atacar. Com um sorriso e um aperto das panturrilhas, Atir avançou mais rápido do que os lagartos poderiam reagir, cobrindo a distância em único pulo, sua arma partindo Corrompidos e bestas sem distinção, a cobrindo com sangue enquanto ela partia os inimigos dela. Mais se aproximavam, e eles morriam da mesma forma, sua arma decepando cabeças, Atir rasgando carne e escamas, e ainda o inimigo avançava, uma incursão relâmpago sobre o acampamento.

— Formação Meia Lua! — Akanai parou seu avanço, balançando sua arma, incapaz de progredir mais. Seus Sentinelas lutavam atrás dela, seu pequeno arranjado em um semicírculo inconstante, as muralhas do acampamento em suas costas, armas cintilavam como morte prateada, enquanto os gritos dos mortos e dos que agonizavam cercavam eles. Uma corrente de energia fria envolvia ela, fechando suas feridas, e ela continuava a lutar, sua força surgindo. Trabalho do Taduk, mantendo seu povo vivo e forte. Ela lutava ao lado do marido dela, protegendo um pedaço de terra, matando todos que tentavam passar pelo território dela, o sangue palpitando em suas veias. Gritos de fúria e desafio, misericórdia e dor, uma canção de batalha tempestuosa guiou ela em um frenesi.

Essa era sua batalha e ela era a Mensageira, das tempestades, da vitória, e ninguém a impediria. Ela iria segurar esse acampamento, porque se ela falhasse, se os Corrompidos tivessem sucesso, então o filhote iria morrer. Ela lutou por minutos, e uma única inspiração, sem tempo para exalar enquanto ela segurava a linha, sabendo das consequências se ela parasse. A terra ao redor dela estava recheada de mortos enquanto ela lutava, a energia da Mãe surgindo através dela, sem um fim para o inimigo à vista. O marido dela ao lado, os dois juntos eram invencíveis, intocáveis enquanto eles dançavam a canção da batalha.

Finalmente, uma calmaria na luta ocorreu, os Corrompidos se alinhando ao redor dela e seus guerreiros, encarando eles com ódio e apreensão. Ofegante por ar, ela sorriu para os inimigos, ombros levantados do esforço, fazendo um balanço das pessoas dela. Nem mesmo Taduk conseguia curar a morte, com quatro dos dela deitados no chão, para nunca se levantar de novo. Bons soldados. Tanaraq e Orgaal, Taduk, e o marido dela eram os únicos que sobraram. O acampamento ainda estava de pé, mas ela não podia ajudá-los mais do que ela já fez.

Dois gigantes musculosos se aproximavam, Demônios, uma criatura pesada de quatro patas, com armadura, negro, como um dragão com cabeça de tartaruga, espinhos salientes em toda sua superfície. O outro era uma monstruosidade parecida com um touro, ficando de pé sobre pernas que dobravam para trás, chifres massivos com pontas de ferro sobre sua cabeça, presas afiadas saindo de sua boca, quatro braços, cada um carregando uma arma diferente. Bom, bom, faz décadas desde a última vez que ela matou um verdadeiro Demônio. Avaliando o peso da arma dela, sentindo a puxada das feridas recém curadas, ela guiou Atir para frente lentamente, pronta para encontrar o seu oponente. O touro seria dela, ela decidiu, um oponente de aparência mais digna. Não era divertido matar uma mera besta.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

10 Comentários

  1. Não sei se é muito bom ou muito ruim receber tais prêmios… Mas como é o Rain, ele tinha que ganhar alguma coisa que fizesse ele entrar em algum tipo de confusão que colocaria a vida dele em risco ahuhauhuahauh

    1. kkkk, mas parece que proteger o prêmio, e a vida, já faz parte da tradição não-escrita do “torneio”

  2. Cara mais 1 Akanai ai e a festa tava feita o mulher braba da peste kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Muito obg pelo Cap

  3. Numa história de cultivo, ninguém é mais irritante que um jovem mestre, pqp
    Medo de Akanai morrer, tô achando que ela e Baatar morrem…

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