LdL – Capítulo 23

Um mundo sem cores

[Autor: JS Dantas] [Revisor/Editor: Mini/Lyn]

Minha visão foi retornando aos poucos. A primeira coisa que vi foi um céu completamente nublado, com pesadas nuvens de tempestade.

Meu corpo pesava como chumbo, me levantar se tornou uma tarefa estranhamente difícil. Após concluir o que deveria ser um simples ato de sentar, uma dor aguda atingiu minha cabeça, como um gongo soando, me fazendo contorcer de dor.

A onda de lembranças vindas de momentos de antes da minha súbita perda de consciência invadiram minha mente. O cenário cinza a minha volta girava, diversas cenas rodopiavam em minha cabeça em um turbilhão difícil de acompanhar.

Como um buraco negro que consumia tudo em sua volta, os tons de cinza sugavam todo o calor, beleza e felicidade do mundo ao meu redor. Era como se eu estivesse novamente imerso dentro dos meus pesadelos, me afogando em sentimentos pesados que me sufocavam com o passar dos segundos.

Sem amor, afeto, desejo, paixão, empatia ou esperança. Não havia mais nada alí. Tudo o que restou, foi a frustração por não conseguir defender aqueles ao meu redor das garras de um tirano. O medo de que meus esforços tenham sido jogados fora em um momento de desespero. A ira e o ódio de como a injustiça e o preconceito eram presentes em qualquer lugar, não importava para qual mundo eu fosse.

Também raiva, por saber que, por mais que eu tenha lutado e me esforçado para me reerguer, minha vida foi mais uma vez jogada no chão por um golpe do destino. E, por fim, uma pitada de desespero. Esse sempre era o pior… O desespero…

O desespero que vinha de acontecimentos que podem nem vir a se concretizar, somados à ansiedade, que corroia minha mente como ácido, maquinando cenários variados quase impossíveis, compondo cenas perfeitas de infinitas possibilidades ruins, que existem apenas dentro da minha cabeça.

Eu sentia medo, solidão e tristeza de coisas que nunca me aconteceram, como se eu as tivesse vivido verdadeiramente. Lágrimas escorriam em meu rosto aterrorizado enquanto eu me encolhia e abraçava minhas pernas. Nesse meio tempo, trovões ressoavam ao longe, com uma frequência quase que ritmada, seguidos por relâmpagos brancos que iluminavam o cenário cinza.

Depois de um momento que pareceu ser uma eternidade, finalmente comecei a me acalmar e recobrar o controle sobre meus pensamentos agitados.

Uma brisa batia nas finas folhas do gramado, fazendo-as acariciarem meu rosto. Durante um tempo, eu apenas fiquei parado com meus olhos fechados, apreciando aquele “afeto” único… olhando em volta, percebi que estava novamente no topo da colina com o cedro solitário, mas, dessa vez, não tinha lobos, nem cavaleiros e muito menos a bela dama. A minha frente estava apenas um gigantesco lago sombrio, que parecia querer me devorar a qualquer momento junto com toda a luz que o cercava.

De repente, pude sentir dedos suaves e delicados se enroscando em meus cabelos. Eles se entrelaçavam entre os fios da minha nuca e os puxava levemente em um doce cafuné.

— É magnífico, não é? — Uma delicada voz sussurrou atrás de mim.

Me virei subitamente em direção à voz. Uma garota de cabelos azuis escuros como uma noite sem luar estava sentada atrás de mim. A pele suave cor de marfim refletia a fraca luz do ambiente. Na verdade, era como se a absorvesse.

— Seus sentimentos são fortes, sua imaginação também é bem fértil, mas ainda lhe falta o poder para poder agir. — Com uma voz graciosa, ela me observava com calma, como se me estudasse.

Por um momento, quando um novo trovão sacudiu os céus e a luz de um relâmpago iluminou o lugar, eu pude ver uma rede de veias enegrecidas, que pulsava com a mesma energia que emanava do lago, subindo pelo braço que estava me fazendo cafuné, indo em direção ao centro da garota.

Subitamente, me afastei da moça e me arrastei até a árvore. Usando o tronco como apoio, me levantei e a olhei, assustado. Ela me observou confusa, como se estivesse tentando entender o que acabara de acontecer, depois de um breve momento, a moça soltou uma risadinha.

— Nossa hihihi… O que foi? Por acaso nunca teve o prazer de ser mimado por uma linda mulher? — Ela se apoiou com os braços para trás enquanto me lançava um olhar provocativo. — Nesse dia nublado e escuro quem sabe o que pode acontecer? Afinal no escurinho tudo fica melhor, não é?

Ela deu uma nova risada debochada e voltou a me encarar.

— Esse tom sombrio realmente dá uma nova cara ao lugar. — falei desconfiado, enquanto tentava jogar conversa fora e ganhar algum tempo pra tentar entender o que estava acontecendo.

Mas que merda ta acontecendo aqui? Será que eu estou no mesmo lugar da última vez? Como vim parar aqui? Quem é essa garota?

— Sim, de fato dá. Adoro o contraste que as trevas dão… — Ela disse me fitando nos olhos.

Logo, ela caminhou em minha direção de maneira sedutora. A cada passo, suas coxas fartas ficavam a amostra através do grande corte transversal de seu vestido azul escuro perolado. Era quase como se ela estivesse usando um manto feito do céu noturno. Mas, apesar da sensualidade, também carregava uma energia familiar, era nauseante e pesada, embora parecesse afetuosa e gentil.

De alguma forma eu sabia… Sabia que aqueles gestos gentis e afetuosos eram apenas uma camuflagem para a verdadeira podridão que existia dentro dela. Seus trejeitos, seu andar e seu toque, tudo me era estranhamente familiar.

Todos os meus sentidos gritavam para que eu fugisse dali o mais rápido possível, mas, antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, a garota levantou umas das mãos e fechou o punho em minha direção. Todo o meu corpo foi subitamente paralisado contra o carvalho.

Uma miríade de fios negros rodeava o meu corpo, me prendendo com firmeza no tronco da árvore. Canalizei minha energia na tentativa de me libertar, mas isso se mostrou inútil.

— Arg… quem diabos é você? O que você fez com esse lugar?

A medida que a garota se aproximava, minha ansiedade aumentava e uma ânsia de medo e raiva começou a tomar conta de mim aos poucos.

Ela caminhou ao redor da árvore me circundando, como uma fera que brinca com sua presa indefesa.

— Sabe, aqui é onde tudo deveria ter acabado, mas você conseguiu mudar tudo isso. Tornou o fim um novo começo e me fez ter que começar tuuudo do início. — Ela segurou uma de minhas mãos e lentamente começou a esmagá-la com uma força que não fazia jus a sua aparência. Apesar de suas palavras, seu tom era calmo e controlado, quase casual.

— Arg… Pare, pare… o que você quer de mim? — Meus ossos estalavam e a dor ardente minava minha vontade quase que instantaneamente. Diferente de quando havia quebrado uma perna certa vez, a sensação de ter meus ossos esmagados aos poucos era agonizante.

A cada palavra, sua voz ficava mais serena e macia. Um sorriso feroz se projetava em seu rosto. Os trovões voltaram a castigar meus ouvidos, seguidos de flashes brancos que iluminavam os céus nublados.

— Ah, meu rapaz… você me deixou tão furiosa… — Ela continuou ignorando minha pergunta — Me atrasou bastante, mas nada que eu não pudesse cuidar. — Seu tom casual continuava inabalado pelo que acontecia ao nosso redor.

Mais sons de trovões seguidos de relâmpagos se projetaram, mas dessa vez mais fortes e luminosos, revelando uma espécie de domo ao redor da colina, como um campo de força.

Espera aí! O relâmpago vem antes do trovão e não o contrário.

De repente, percebi que os sons não eram de trovões, mas sim de alguma coisa que colidia contra a barreira, enquanto os relâmpagos eram o domo tremendo e refletindo a luz.

— Tsk… Ela de novo. — disse a garota entre dentes, contrariada. Ela movimentou uma das mãos e o lago sereno se transformou em um turbilhão de trevas, transformando seu interior em um redemoinho feroz. — Sabe, no início eu apenas te menosprezava, afinal, você era apenas um simples estorvo, mas, por sua causa, ela me abandonou.

— Do que diabos você está falando? Me liberte…

paf!

O choque do tapa inesperado me deixou atônito, me fazendo calar imediatamente. 

— Nunca interrompa uma dama… Continuando, por eras, fiquei sem entender o porquê de tal decisão. Mas, depois de ter ver de perto por tanto tempo — A maluca continuou seu discurso de maneira casual como se fossemos bons amigos que não se viam a tempos.

— Seu espírito é tão… Tão belo — sua voz ficou suave, seus olhos azuis me fisgaram e minha mente ficou cada vez mais leve a medida que seu rosto se aproximava. — imagino como sua beleza se elevará quando eu o deixar completamente negro e o trouxer para mim. — Sua voz sedosa era hipnótica aos meus ouvidos.

— Quem… que… — minha voz foi falhando aos poucos como se minha força estivesse deixando meu corpo.

— Oh, ainda não lembra de mim, meu querido…? — Seus dedos acariciaram meu rosto e um sentimento repulsivo me percorreu, me enchendo de raiva. Uma onda de ódio me revitalizou e eu subitamente virei o rosto para longe de seu toque.

A garota sorriu satisfeita, como se minha rejeição a agradasse de alguma forma. De repente, ela agarrou os cabelos da minha nuca e puxou minha cabeça para trás. Expondo meu pescoço em sua direção.

— Arg! Sua… sua maldit… — Aos poucos minhas forças foram sendo drenadas novamente, e lembranças obscuras que eu havia enterrado no fundo de minha mente vieram a tona.

Todo meu corpo começou a transpirar, dando espasmos involuntários ao toque de seus dedos, como se estivesse se preparando para o que poderia estar por vir.

— Ora, não seja difícil! — Sua voz serena se tornou mais agressiva e lasciva. Ela lambeu meu pescoço, seguindo até a ponta do queixo, saboreando cada centímetro. Um gemido irrompeu de sua garganta enquanto ela me olhava de forma predatória.

Raios colidiram com o centro do redemoinho com cada vez mais frequência. De repente, a garota largou minha cabeça e agarrou meu rosto com ambas as mãos, ela me encarava e sorria de uma maneira lasciva e sedenta que me causou mais nojo. 

A garota aproximou seu lábios aos meus e antes que pudesse concretizar o beijo uma onda de choque abalou a colina.

— Tsc… Maldita. — praguejou — Parece que meu tempo aqui acabou. É uma pena, nós dois poderíamos ter nos divertido muito juntos. — Apesar de desgostosa, seu tom não deixou de ser casual e, para mim, perturbador.

O domo se estilhaçou quando o último trovão ressoou. A garota se afastou, indo para mais perto do lago e se preparou. Mais sombras se concentraram a seus pés e em suas mãos.

Lanças de energia alvas voaram em direção à garota com grande ímpeto. Ela movimentou as mãos e os fios negros que a rodeavam formaram uma teia complexa que agiu como um escudo protetor, barrando completamente o ataque.

Um vulto branco pousou bruscamente entre mim e a garota. Uma grande loba de pelo alvo e olhos azuis tencionava todos os músculos de seu corpo rosnando com seus grandes caninos a mostra. Como uma mãe defendendo seus filhotes de uma ameaça iminente.

— Você não tem mais para onde fugir, seu monstro imundo! — A loba avançou em direção a garota, que se esquivou com facilidade.

A grande loba desferiu incessantes ataques alternados entre garras e mordidas, a garota desviava das investidas e sempre conseguia contra-atacar por muito pouco, mas o sorriso predatório em seu rosto mostrava que ela provavelmente só estava brincando com a loba. Como uma caçadora que brinca com sua presa antes do golpe final.

Em um momento de descuido, a loba conseguiu morder o braço da mulher, era como ver um cão de guarda que, após capturar um bandido, não o largaria por nada.

Mas a bela garota não demonstrou nenhum medo, dor ou hesitação. Balançou uma das mãos e os fios negros e distorcidos como tentáculos prenderam a loba em instantes.

Ela retirou seu braço da boca da adversária com facilidade e, com a mesma mão, ela materializou uma lança.

— É mesmo uma pena… Posso imaginar o quão frustrante deve ser… Me ter tão perto, mas ao mesmo tempo tão fora de alcance… — falou a garota com sarcasmo. Em seguida, fez um gesto com a mão e o ataque rumou em direção às costas da loba.

 Mas, antes que a lança pudesse chegar ao seu alvo, ela foi fisgada em pleno ar por um grande vulto negro.

Em pé entre mim e a garota agora estava a criatura que certa vez tentou me abocanhar e que, por diversas vezes, me tentou a ceder para meu lado animalesco. O grande lobo negro quebrou a lança entre os dentes como se fosse um simples palito. Me olhando de soslaio, mostrou seus caninos, como em um sorriso.

— Fenris, seu cão sarnento, como ousa se opor a mim? — falou a garota, indignada.

O lobo girou sua cauda como uma espada e uma grande onda de choque se materializou, cortando tudo em seu caminho. Inclusive os fios que amarravam a loba.

Ele arqueou as costas e exibiu seus caninos no que parecia ser um sorriso aterrador.

— Nós sabíamos que você tentaria possuir o garoto cedo ou tarde — falou a loba branca. — Agora que você já iniciou o processo, suas forças diminuíram bruscamente, você não irá escapar.

A loba retomou sua postura de luta ficando lado a lado do lobo negro.

— Ora, seus vira-latas, certamente eu estava esperando a sua intromissão, Frey, mas lobinho… Logo você, lutando ao lado dessa aí? — caçoou a mulher.

— Hehehe você realmente achou que eu deixaria uma chance dessas passar por conta de uma bobagem como “bem” e “mal”? Logo você, aquela que por tantos anos me controlou em nome de seus próprios caprichos?— A voz metálica do lobo estava repleta de ira.

— Espera! Você me usou de isca? Seu desgraçado! Você ficou cochichando aquelas coisas em meus ouvidos apenas pra me usar de isca! — Eu não conseguia mais apenas assistir ao perceber que mais uma vez eu estava apenas sendo usado em joguetes.

— Garoto, você às vezes é tão inteligente, mas também tão idiota… Aquele que lhe falou há pouco não fui eu, mas sim a velha. — respondeu o lobo.

— Ora, vamos lobinho, ainda dá tempo de você voltar para o lado da mamãe, quem sabe eu não lhe der um bom saco de ossos para roer? — caçoou a garota. Com a chegada do lobo negro a garota parecia finalmente ter cansado de manter sua pose e sua voz passou a refletir todo o desprezo que ela sentia pelos lobos.

— O tempo no mundo humano deve ter feito a sua cabeça estragar, sua velhota. Eu sei que você está tentando ganhar tempo. Frey, vamos juntos.

Tempo no mundo humano? Do que diabos ele ta falando?

O lobo exibiu seus infinitos dentes afiados como lanças espartanas para a garota. A loba se posicionou atrás dele, me protegendo de qualquer tentativa de ataque.

— Velha? Por acaso se esqueceu de tudo o que lhe ensinei? Mas eu não posso mais perder tempo com vocês, crianças. — A garota levantou ambas as mãos e entoou um encanto completamente incompreensível.

Do centro do redemoinho, uma série de raios irromperam em direção ao céu formando uma torre de luz negra que cortava às nuvem como um grande tubo. 

— Essa é a minha deixa, deixemos essa brincadeira para outra hora, meu querido lobinho. Ah! e nossa diversão ainda não acabou, bonitão. — A garota soltou um beijinho debochado em minha direção.

Antes que os lobos conseguissem agir, do tubo de luz negra surgiram vários fios gigantes, que se moviam como tentáculos. Eles se dirigiram em direção a colina, atacando o lobo negro enquanto cobriam a fuga da garota. Um dos tentáculos se enroscou nela e a sugou para dentro da torre.

Logo, as águas do rio foram sugadas para o céu, junto com a torre, fazendo com que toda a terra tremesse. Uma dor descomunal rasgou meu peito, como se alguém puxasse meu coração através da minha carne e ossos.

Subitamente, o redemoinho cessou e as trevas sumiram junto com a torre negra. A grande carga de adrenalina me fez ficar em um estado semiconsciente. A loba correu para o meu lado e me aconchegou em seus pelos macios. Logo, a exaustão me consumiu completamente, me fazendo desmaiar.


……….. …..

JS Dantas
Entusiasta de RPG, mestre sem coração, escritor nas horas vagas, compromissado com seus deveres e amante da boa leitura.

32 Comentários

    1. Vamos começar. James, com ele, tem:
      + Um par de lobos
      + Um par de lobos ainda maiores, que assustam o outro par de lobos
      + Um (vale?) com lago, colina e campos

      + Uma mulher de vestido vermelho
      + Uma mulher de vestido noturno, que controlava um desses pares de lobos

      A segunda mulher seria a primeira, porém se disfarçava? Ou são realmente pessoas diferentes?
      Os lobos trabalhando juntos, são uma formação bem maneira!

          1. Vamo lá, n entendi o par de lobos maiores q assustam o outro par de lobos… 4 lobos?

            + Um (vale?) com lago, colina e campos
            Esse vale é mostrado a primeira vez quando ele ta solidificando o núcleo somatico dele

            + Uma mulher de vestido vermelho
            BuG, n entendi essa parte tb

            + Uma mulher de vestido noturno, que controlava um desses pares de lobos
            Cê fala a que aparece agora nê?

          2. + Lobos
            Pouco antes dele precisar ser conectado a Liz, os lobos apareceram em um quarto, e a loba estava ganhando.
            Aí, então uma visão apareceu da sala onde o corpo dele estava, e um lobo preto saiu e atacou, e então a loba branca interceptou-o.
            Enquanto isso, James e os dois lobos estavam assistindo daquele quarto meio-a-meio, não é?
            Ou os os lobos na verdade estavam tanto se projetando na mente do James (o quarto) e na realidade (a sala onde ele foi tratado)?

            + O vale eu lembrei apenas para somar tudo

            + Não falou a cor do vestido? Então estou imaginando até demais em minhas imersões na história. É aquela das memórias que ele dizia não serem dele, em que apareciam soldados e ela era levada embora

            + Sim, essa de agora.

          3. +Lobos.
            CAP 9
            — O que diabos está acontecendo? — perguntei. Os lobos que acompanhavam os acontecimentos pelo espelho d’água pareciam tão confusos quanto eu, e, antes que pudessem dar uma explicação plausível, ambos caíram desacordados.

            Nessa cena vc pode notar que os lobos desmaiaram, e logo depois o lobo negro se projetou no mundo real, então são os mesmos lobos.

            +Vestido
            Dá outra vez você fala da visão que ele teve? Onde ele estava com uma linda garota no topo da colina sendo acariciado e beijado?

          4. + Lobos
            Entendi agora. Então era projeção mesmo.

            + Vestido
            Sim, ela. Se não está dentro dele, está pelo menos no espaço das memórias dele (ou será o espaço de memórias de alguém mais?).

          5. A garota da visão e essa que apareceu agora são diferentes. Essa que apareceu hj tem cabelos negros e olhos azuis.

          6. Mina da visão, que tá bem na cara quem é
            Lindos olhos amarelos como duas grandes jóias. Sua pele castanha era sedosa e gostosa de tocar, seus cabelos negros eram como um manto da própria noite e seu sorriso era como o brilho alegre e gentil do luar.

            As duas tem cabelos pretos, mas essa de hoje é tipo negros como a noite mais densa, como um buraco negro, como o desespero que te aflige quando você abre o pote de sorvete e tem feijão.

          7. Isso é desespero
            Então, eu acho que não sou tão bom em acompanhar as descrições das situações
            É só eu reler tudo do início, que tá bom
            Obrigado pelas explicações

          8. kkkkk pior desespero XD, se não entender alguma cosia é só falar mano, tamo aqui pra isso.

  1. Tá.. esse com certeza e o cap q mais me deixou confuso na novel, e n e só pela quantidade absurda de info mais tbm pelos comentários, eu tava crente que a garota q ele tava dando uns pegar na visão fosse a Luna e que a garotinha era a Liz ainda pequena, o que já comprovava que ele é o Seradin q morreu, deu isekai na terra, deu isekai de novo e volto pro antigo planeta(como uma pessoa diferente no caso) e ele só volto por intervenção de alguma força superior q ainda vai ser explicada… Muita coisa q eu achava q tinha entendido caiu por terra hj 🤔 graças ao Zekkious, não sei se to feliz por ter saido da ignorância ou tisti por ter erro feio kkkkk

    1. Desculpa aê…
      Eu que preciso ler de novo, já que levantei pontos fáceis de serem deduzidos pensando um pouco e acabei fazendo confusão.
      Isso que dá ler várias novels, mangás e reassistir One Piece ao mesmo tempo que desenvolve um sistema. Uma hora ou outra, o cérebro frita.

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