LdL – capítulo 25

 

Sempre ao meu lado

[Autor: JS Dantas] [Revisor/Editor: Mini/Lyn]

Uma sensação úmida e quente pressionou gentilmente meus lábios, bochechas e testa, um de cada vez, me fazendo acordar aos poucos.

— Já é de manhã, dorminhoco… — sussurrou uma doce voz próxima do meu ouvido.

Quando abri os olhos, vi Luna deitada ao meu lado. Seus dedos acariciavam meu cabelo enquanto ela me dava beijinhos de bom dia.

Me afastei um pouco surpreso. Era a primeira vez que acordávamos juntinhos como um casal de verdade. Recuperado do susto, a abracei e a beijei na testa.

Seus olhos de mel me encararam com ternura e uma pitada de tristeza. Ela suspirou pesadamente e falou:

— Temos que levantar, o dia hoje será… longo… Muita coisa aconteceu desde que você desmaiou. 

A princesa se levantou revelando a fina camisola de seda branca que usava. O tecido delineava suas belas curvas e revelava um pouco da pele castanha e macia de Lunafreya.

Enrubesci imediatamente. No mesmo instante tentei pensar no que diabos aconteceu no duelo, com o intuito de afastar certos pensamentos de minha mente.

— A última coisa que me recordo foi derrubar Lucius e encher a cara feia dele de porrada. Depois disso tudo ficou nebuloso… — murmurei enquanto me levantava.

Lunafreya entrou no closet e, poucos minutos depois, saiu usando um belo vestido.

— Desde quando você tem roupas guardadas aqui? — perguntei, intrigado.

— Desde que você decidiu tirar uma curta soneca de dois dias — brincou.

— DOIS DIAS!? 

— Sim, meu querido, dois dias inteirinhos. Agora, não vamos perder mais tempo, troque de roupa e vamos tomar café da manhã. Vou seguir na frente, ainda tenho algumas coisas para resolver. Te encontro lá.

Logo a princesa me deixou sozinho com meus pensamentos.

Dois dias? Mas que diabos aconteceu depois daquilo? Por alguma razão me sinto vazio, mas ao mesmo tempo mais leve, como se um peso tivesse sido retirado das minhas costas.

Por algum motivo não consigo lembrar dos acontecimentos posteriores, mas lembro-me de uma voz… sim! A mesma voz da minha visão, o lobo negro falava comigo… 

O Lobo negro… de certa forma sinto que ele teve algo a ver com isso tudo… 

 Fiquei andando de um lado para o outro do quarto na tentativa de fazer meu cérebro trabalhar.

Hum… Acho que aquele idiota falou alguma coisa que me deixou muito, mas muito irado… E logo depois eu apaguei… Por algum motivo só me vem o rosto da Luna após isso… Luna…

De repente, senti meu rosto ficar vermelho. 

Afinal, o que ela estava fazendo deitada comigo? Será que aconteceu algo? Não. Luna não é esse tipo de pessoa. Ela devia estar cuidando de mim… Sim! Com certeza essa é a resposta mais lógica… Ah, cara… ela é tão cheirosa e… e bonita… 

Devo ter ficado parado igual um pateta por uns vinte segundos antes de me dar conta que havia desviado completamente minha linha de pensamento.

Dei um leve tapinha nas bochechas para me concentrar e retomei.

Sem mais distrações… 

Caminhei até a beirada da sacada e me recostei para apreciar um pouco a vista.

 Foco, James. Foco. Hm… treinar um pouco pode ajudar com isso.

Sentei nas almofadas e comecei a me concentrar. Visualizando os cordões em minha mente, comecei a tecer. Imediatamente os fios se entrelaçaram e formaram uma corda.

Que!? Abri os olhos, surpreso. Foi… fácil! E eu nem precisei me esforçar muito… hum… Será que é devido a prática constante? Vamos tentar algo mais complexo, quem sabe eu já consigo fazer aquilo…

Tomei posição com as mão próximas uma da outra e os braços de um lado do corpo, como o personagem de um jogo de luta, e então disse: 

Círculo carmesim, que consome toda a vida, queime, destrua e incinere. A brisa escaldante do vale anuncia a sua chegada. Primeira sentença: Esfera Escarlate!

 Pude sentir um leve calor crescendo entre minhas mãos. Logo depois, uma bola de fogo do tamanho de um punho se materializou e eu imediatamente a mandei voando pela janela. 

A bola de fogo continuou seu trajeto por cerca de uns sete metros antes de se desfazer.

Eu… eu consegui?…

— EU CONSEGUI! — gritei, explodindo em alegria. Depois de tanto esforço e tantos fracassos seguidos, eu finalmente tinha conseguido lançar minha primeira magia ofensiva.

Quero só ver a cara da Liz quando eu mostrar isso pra ela… Liz! Será que eu causei problemas a ela de novo? Droga, não pensei nas consequências e isso deve… 

paf! paf!

Depois de dar duas batidas nas bochechas com ambas as mãos, voltei a mim.

Argh, não adianta ficar perdendo tempo com essas coisas agora. Caminhei até o closet, troquei minhas roupas, e segui para o quarto de Elizabeth para dar as boas notícias e, quem sabe, chamuscar uma ou duas cortinas

Apesar de ainda estar um pouco atordoado, sabia que não adiantaria tentar forçar minha memória. O melhor seria perguntar diretamente para alguém que estava perto na hora.

Caminhei um pouco até chegar ao quarto da Duquesa. Me coloquei diante da porta e dei algumas batidas. Logo, Liz respondeu com a voz abafada.

— U-um instante… 

 Pude ouvir o ranger da cama, seguido pelo farfalhar dos lençóis de seda. Ela possivelmente estava dormindo, ou acabou de acordar. Sua voz começou abafada, mas logo a ouvi reclamando atrás da porta.

— Espero que realmente seja algo importante, deixei bem claro que não queria ser perturbada e… James! Você acordou! — Ao abrir a porta, o mau humor da Duquesa evaporou, e ela me abraçou com um pulo.

Liz estava vestindo uma camisola reveladora e, aparentemente, não usava nada por baixo. Olhando para a porta aberta, consegui perceber os cachos de cabelo púrpura que ficaram de fora do grande amontoado de cobertores da cama. Eu entendi rápido a situação e meu rosto ficou vermelho como um pimentão.

— Hahaha. Sim, sou eu erh… — afastei Liz pelos ombros e virei o rosto para o lado tentando disfarçar meu constrangimento — Sabe, depois eu volto, só vim te chamar pro café mas acho que você está ocupada… erh… Acho melhor eu ir….

— Ei! Espera… — exclamou a duquesa, mas eu já tinha saído correndo.

Me virei imediatamente e saí pelo corredor.

Meu Deus… o que tá acontecendo…? Primeiro Luna e agora essa gafe com a Liz. Meu rosto estava mais vermelho que um tomate. Apertei o passo para sair logo dali quando, de repente, esbarrei em alguém.

O som de vários objetos de metal se chocando contra o chão preencheu o corredor.

— Mil perdões, mil perdões… — falou o jovem servo, de cabeça baixa. Quando ele finalmente me olhou, seus olhos se acenderam em alegria — Mestre James! O senhor acordou!

— Olá, Heitor, é, eu finalmente acordei, hehe. — falei sem jeito — E que negócio é esse de mestre? Já falei que não precisa desse tipo de besteira entre nós.

Me agachei para ajudar o jovem servo a arrumar a bagunça.

— Me desculpe por ter causado tantos problemas… — Heitor falou de cabeça baixa com a voz rouca e os olhos marejados — Se eu não fosse tão descuidado, o senhor não teria se envolvido naquela confusão toda…

Era visível a angústia no rosto dele. Certamente devia se culpar por tudo o que aconteceu comigo, quando tentei ajudá-lo. Só de lembrar da cena eu já ficava irritado, e pensar que esse tipo de coisa é normal nesse mundo…

Heitor deve estar se culpando por ter sido defendido… Até onde vão os absurdos do senso de Justiça deste mundo? Eles podem até matar alguém e sair impunes? Isso… Meu Deus! Como eu posso ser tão ingênuo? Balancei a cabeça levemente em negação enquanto ria internamente.

Esse tipo de lixo existe em qualquer lugar, meu mundo não é exceção. Quantas vezes já testemunhei pessoas de poder cometerem os mais diversos e imorais crimes e saírem sorrindo impunemente? Será mesmo que nada mudou? 

Depois de terminar de juntar todas as peças na bandeja, segurei um dos ombros do rapaz e falei com convicção:

— Não se preocupe, Heitor, mesmo que eu me machucasse seriamente, não haveria arrependimentos. Ouso dizer que faria novamente, se necessário. Não é justo que pessoas como Lucius tratem você ou qualquer outro com tamanho desrespeito. — O encorajei com um sorriso no rosto.

— Mas, senhor. Sou apenas um mísero servo, estou naturalmente abaixo dos nobres e respeito é algo que devemos ter para com eles, não o contrário. — Heitor falou resignado, como se aquilo fosse naturalmente imutável — E eu já estou acostumado a ser tratado assim. Antes de servir a Vossa Alteza Elizabeth, esse tipo de tratamento era comum, principalmente para um servo como eu, que não sabe ler nem escrever.

— Não, meu amigo! Você é mais que um servo, você é mais que um plebeu ou mestiço. Sei como ama trabalhar na cozinha, ajudar seus companheiros e como adora inventar novas maneiras de facilitar as tarefas dos outros. Tenha mais fé em você mesmo, Heitor, por que eu tenho fé em ti.

O jovem servo tentou esconder as lágrimas com a manga de sua camisa. Dei-lhe um forte abraço, com cuidado para não derrubar as peças novamente, e uns tapinhas nas suas costas enquanto dizia que estava tudo bem. Após se recompor, ele seguiu com um sorriso animado para os afazeres do dia.

Toda aquela cena fez com que um sentimento novo aquecesse meu peito.

Não! Definitivamente algo mudou. Eu mudei… Dessa vez não serei apenas um espectador qualquer. Meu coração se encheu de uma determinação e felicidade explosiva.

Naquele momento senti uma mudança em mim. Mesmo que não tenha vencido o duelo, eu sabia que ao menos consegui fazer a diferença para alguém.

Afinal, o importante não é vencer todas, mas, sim, lutar todos os dias.

Pela primeira vez eu fui o primeiro a chegar na mesa para o café, por mais que tenha me demorado com Heitor, e vagado um pouco pelos corredores enquanto os demais servos e empregados vinham me cumprimentar e felicitar pela minha rápida recuperação.

Charlotte foi a primeira a chegar. Sua expressão era um misto de felicidade e tristeza. A doce tecelã puxou uma cadeira e se juntou a mim no café da manhã.

— Graças a deusa, você está bem agora, querido… — Ela demorou um pouco para me olhar nos olhos, aparentemente envergonhada com o que aconteceu mais cedo.

— Relaxa, eu não vi nada — disse enquanto bebia um pouco de chá, despreocupado. — Então, minha situação era tão séria assim?

Charlotte enrubesceu e me encarou por alguns segundos como se procurasse as palavras certas para me responder.

— Vou ignorar esse seu primeiro comentário. Mudando de assunto, você exagerou um pouco na batalha… — Ela pegou uma torrada e mordiscou aos poucos, demorando para continuar a falar. — Erh… Talvez tenha usado energia demais, por isso desmaiou.

Semicerrei os olhos desconfiado.

— Tudo bem… Então, onde as garotas estão?

— Elas vão chegar logo, querido… Logo logo… — Charlotte mordiscou outra torrada.

Ela estava incomodada com alguma coisa, tenho certeza, e parecia ser algo sério.

— Ok, mudando de assunto de novo, hoje eu acordei bem mais disposto e de alguma forma sinto como se um peso tivesse sido retirado das minhas costas, até consegui tecer sem esforço… Saca só! — estiquei uma das mãos e rapidamente teci um pedaço de corda.

— Um avanço impressionante, para um franguinho que mal conseguia tecer.

Uma voz brincalhona falou no meu ouvido. Dei um pulo da cadeira de susto antes de ver Liz gargalhando de mim ao lado de Luna. 

— Um franguinho não conseguiria fazer um ótimo trabalho desses. — Depois de me recuperar do susto, me sentei de volta e retruquei, enquanto jogava a corda para a Duquesa.

Depois de analisar minha obra-prima, Liz deixou escapar um longo suspiro e deu um sorriso estranho, como se estivesse aliviada e orgulhosa ao mesmo tempo.

— James, eu tenho que… — Elizabeth abriu a boca e a fechou como se as palavras escapassem de sua mente. Depois de alguns segundos embaraçosos de silêncio, ela simplesmente sorriu e completou. — Nada, parece que você finalmente terminou o básico do treino.

Por um breve momento, eu pude sentir que Elizabeth estava tensa. Ela parecia emanar sentimentos de tristeza e preocupação, mas os suprimia imediatamente.

— Liz… Você tá bem? — perguntei.

— Quê!? — Percebendo que foi pega no flagra, a duquesa rapidamente se aproximou e me deu um soco no braço.

— Ai!

— É claro que estou, quem você pensa que eu sou, hein? Bom, vamos comer logo, esse seu papo está me deixando com sono. — Elizabeth forçou um sorriso e tomou seu lugar na mesa.

Por alguma razão, o clima estava bem pesado. Liz não tirou sarro de mim, Charlotte não comentou sobre roupas em momento algum e Luna estava mais quieta do que o habitual. A maior parte da refeição foi um completo silêncio envolto por uma tensão sufocante.

— Ok! — Finalmente falei, quebrando aquela mudez infernal. — Vamos lá, me digam o que está acontecendo de uma vez.

Elizabeth soltou um longo suspiro ao perceber que não poderia adiar sua aflição por muito mais tempo.

— Depois do fim de seu duelo contra Lucius, o baile foi atacado por revolucionários. Algumas pessoas morreram, enquanto alguns nobres foram levados como reféns.

A duquesa repousou sua xícara e continuou em um tom sério.

— Algumas horas depois, fomos informados de que uma vila ao Sul também foi atacada, desta vez por cavaleiros armados. Achamos que tanto os atacantes do baile, quanto os invasores do Sul façam parte do mesmo complô.

— Revolucionários? Por que eles atacariam a Liz?— perguntei.

— Acreditamos que o seu objetivo era desestabilizar o ducado com a minha captura. Com isso, os demais condes e nobres brigariam pelo meu posto, deixando a região Norte ocupada, enquanto o exército ao sul avançaria sem se preocupar com alguma retaliação vinda do norte.

Enquanto falava, a tensão de Liz pareceu crescer ao invés de diminuir. Logo percebi que ainda não tínhamos chegado ao ápice do problema.

— Ok, isso é bem ruim. Mas vocês conseguiram impedir o principal plano deles, não é? Afinal, eles não conseguiram te levar.

As garotas se entreolharam e dessa vez foi Charlotte quem falou.

— O problema, querido, é que eu e Liz fomos convocadas para liderar a campanha de retaliação contra os revolucionários e… bem… nós achamos que seria melhor se você fosse mandado para a Vallirian Phox, a academia do reino.

— Academia… do reino?…

— Sim, você irá aprender muito lá. Sem falar que não sabemos como ficará a sua segurança depois que partirmos e a academia seria o lugar mais seguro por agora.

— Mas… Mas por quê? N-não existe uma outra maneira de evitar isso sem que você duas precisem se arriscar? E por que eu estaria em perigo? E quanto a Luna? Não posso deixar ela sozinha aqui. — As palavras grudavam na minha garganta enquanto me segurava para não surtar ali mesmo.

Luna segurou minha mão com firmeza enquanto me olhava nos olhos. Depois de alguns segundos, minha mente começou a se acalmar. Depois de terminar de comer uma torrada, foi a vez de Charlotte falar.

— Nós ficaremos bem — Charlotte me olhou, confiante — e, apesar do alvo ser a Liz, você causou uma grande comoção no baile. Com isso, receamos que muitos olhos tenham se voltado para você, e, sem a duquesa por perto, nós tememos por sua segurança… Entende?

— Er… Bem, certamente eu não sou o melhor lutador do mundo, mas ainda tenho Luna pra me ajudar a melhorar minhas habilidades, certo, Luna?

Lunafreya se recostou em sua cadeira ao meu lado.

— Sim, meu querido, eu estarei aqui. 

A voz da princesa estava calma e baixa, quase que desanimada. Na hora pensei que ela estava cansada devido os últimos acontecimentos.

Elizabeth e Charlotte se entreolharam preocupadas, ainda havia mais alguma coisa que elas me escondiam.

— Você tem certeza? — Liz remexia sua torrada com o garfo, como se as palavras que procurava estivessem escondidas ali — As oportunidades na academia poderiam te ajudar a expandir seu conhecimento, você já está bem avançado na leitura da nossa língua, além da biblioteca deles ser bem mais vasta que a minha.

— Não se preocupem, minhas estimadas professoras, eu juro que vou continuar com meus estudos linguísticos e com as práticas de esgrima e tecelagem. Mas o que mais me preocupa é o fato de vocês terem de partir para uma guerra assim tão rápido… afinal, quando vai ser isso?

Após soltar um longo suspiro, Elizabeth me olhou de maneira aflita e falou:

— Em uma semana

— Uma semana!? Mas… Isso não é muito cedo? Não deveria ter uma preparação maior? Um mês de antecedência, pelo menos. — protestei — Então vocês já estão praticamente de partida?

Por mais que eu tentasse digerir, aquela situação ainda era bastante difícil, pois as pessoas que mais me importavam estavam sendo arrancadas da minha vida da maneira mais brutal que eu poderia imaginar.

— Serão três dias para a partida, para chegar ao campo de batalha deve levar mais alguns dias… James — A duquesa me olhou com um misto de ansiedade e pesar —, você tem certeza que não quer ir para a academia?

Soltei um suspiro. Mais uma vez esse assunto de academia. Observando o pesado clima da sala pude sentir que ainda havia algo a mais nessa história. Afinal, por que ela continua a insistir nessa ideia?

— Eu tenho total confiança que estarei seguro aqui, Liz. Você e Charlotte me ensinaram muito bem, e, como falei antes, eu mesmo posso continuar com meus treinos de maneira bastante diligente, isso te garanto.

— Sim… Eu sei, mas…

Eu interrompi a duquesa. De certa forma entendo sua preocupação, mas já me parecia um tanto exagerada, então tentei acalmá-la.

— Liz, eu prometo a você como minha Mestra e minha amiga que eu ficarei bem. Ainda tenho Luna comigo. Se eu enfrentar algum problema posso tirar minhas dúvidas com ela, não é mesmo? — Olhei para a princesa com um sorriso confiante.

Luna me respondeu com outro sorriso meigo.

— Sim, meu querido, você pode.


Opa! Tudo bem galera? Espero que tenham curtido o retorno. Foi um longo período sem caps e eu sinto que preciso dar algumas explicações para vocês, afinal, o que seria de um noveleiro sem seus queridos leitores.

Primeiro eu planejava voltar logo, mas devido a vários problemas pessoais eu acabei tendo de adiar cada vez mais a volta da novel. Meu tempo para escrever estava super curto e sinceramente minha saúde mental para isso estava bem abalada. Pra quem me acompanha no Discord sabe que estava fazendo entregas de comida a noite e sinceramente eu vi coisas que queria não ter visto.

Depois de dois meses consegui me livrar desse tormento e em dezembro consegui um emprego novo que me permitia viver feito gente de novo. Em dezembro voltei a escrever com tudo e meus planos eram de voltar no começo de janeiro, MAAAAAAS… a vida é uma caixinha de surpresas.

Minha filha nasceu \o/ aaeeeeeeeeeeh!!!! Agora sou pai de duas crianças e isso demanda uma atenção maior, mas não se preocupem atualmente tenho 3 capítulos prontos e vou deixar a escolha de vocês como será o lançamentos deles.

Se eu lanço dois caps de uma vez e deixo esse outro como reserva para sempre ter um cap prontinho na semana, assim mesmo com um imprevisto menor vocês não ficam sem cap ou lançar tudo de uma vez.

Outra coisa, por enquanto posso garantir um capítulo por semana, mais do que isso é mais difícil, mas caso consiga ele vai sair como um capítulo “surpresa”.

Bem, é isso. Obrigado por acompanharem e pelo apoio significa muito pra mim. Valeu galera.

JS Dantas
Entusiasta de RPG, mestre sem coração, escritor nas horas vagas, compromissado com seus deveres e amante da boa leitura.

15 Comentários

  1. Aeeeeee como dizem quem é vivo sempre aparece,enfim, parabéns pela filha e como sempre obrigado pelo capítulo.

  2. 1. Minha referência quanto a coisas que não voltam é HunterXHunter, que nunca vai voltar porquê o autor é (adimitidamente) preguiçoso. Então alguns meses sem a magnífica Laços do Luar só fermentou o hype. Nada de mal.
    2. Parabéns pelo emprego.
    3. Parabéns pelo aumento da família.
    4. Parabéns por LdL.
    5. Se for com um reserva, e um lançamento de 1x na semana, já garante felicidade ao leitor, e mais calma na hora de ter que escrever.

  3. Muito bem vindo de volta!

    Por mim fica com 2 de reserva!
    Assim se der algum imprevisto você tem mais folga, que as crianças vão querer a atenção dos pais e a mamãe tbm vai querer apoio.

    1. Helen o/. Esses dois de reserva não foram o suficientes T_T
      Atenção é o que mais tenho que dar nesses primeiros meses, cê não imagina a correria. Dividir o tempo entre família, trabalho e escrita está sendo bem desafiador, mas não impossível.
      Por mais que não dê pra lançar toda semana como antes eu to tentando lançar pelo menos uns 3-4 caps por mês.
      Obrigado por acompanhar.

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