MdG – Volume 3 – Capítulo 1 (Parte 3 de 8)

Matador de Goblins fez rapidamente um balanço dos goblins, jogados em confusão pela sua emboscada.

— Uma lança, uma picareta, duas clavas, nenhum arco ou conjuradores.

E só dois aventureiros.

— Vamos — disse ele.

— S-sim, senhor!

Assentindo, Sacerdotisa o seguiu o melhor que pôde.

Ele nunca tinha e nunca seria tão tolo a ponto de jogar fora a iniciativa que adquiriu com um ataque surpresa.

Matador de Goblins avançou como uma flecha no inimigo enquanto Sacerdotisa erguia alto seu cajado.

— Ó Mãe Terra, abundante em misericórdia, pelo poder da terra conceda segurança para nós que somos fracos!

Uma área invisível deu a ele uma proteção adicional além do seu escudo, repelindo as lanças dos goblins que finalmente se recompuseram.

Esse era o milagre de Proteção.

— GRRORG?!

— Nove… Dez.

Matador de Goblins nunca parava de se mover.

Sua espada moveu rapidamente quando eliminou um goblin com lança, depois abriu a garganta daquele com a picareta.

Sacerdotisa coordenou com Matador de Goblins sem sequer uma única palavra entre eles.

Isso era o resultado de meio ano juntos. Segurando seu cajado com uma das mãos, ela preparou a funda com a outra.

— GOORB?!

A lança se dividiu em dois contra o campo de força, e o goblin, agora desarmado, logo encontrou uma espada em seu crânio.

Matador de Goblins nem sequer deu uma olhada quando a criatura caiu, miolos impregnaram a lâmina, mas com um chute, ele trouxe a picareta à sua mão.

Ele não gostava de armas de duas mãos, mas pelo menos seu escudo estava atado em seu braço. Ele não teria nenhum problema em brandi-las.

— Próximo.

Goblins eram monstros débeis, os mais fracos dos fracos; nada a se temer.

Eles gabavam do tamanho e inteligência cruel de crianças, talvez o monstro mais comum do mundo inteiro.

Sim… sem dúvida.

Lutando contra alguns deles ao ar livre, Matador de Goblins podia ver onde alguém poderia acreditar nessa reputação. Não era de se admirar que muitos aldeões durões tentavam se aventurar depois de expulsar algumas das pequenas criaturas de suas aldeias.

Um goblin veio até ele com um golpe estranho de clava, e Matador de Goblins o apanhou com ambos os braços, depois o seu coração, com a picareta.

Sangue imundo jorrou de sua ferida.

— GOOROROROGB?!

— Onze.

Ele nem se preocupou em perder tempo puxando a picareta de volta. Ele simplesmente a deixou cair com o cadáver.

Enquanto ele se virava para o último goblin, uma pedra passou zunindo.

— Hi… yah!

— GBBOR?!

O goblin berrou estupidamente quando a pedra se chocou em sua bochecha com um som seco.

A criatura caiu. Matador de Goblins saltou nele sem hesitar e enfiou sua adaga em seu coração.

— Doze.

Ele deu uma torcida violenta com a lâmina para ter certeza, então pressionou o goblin até ele parar de se contorcer.

Por fim, ele expirou.

Quaisquer que fossem as vantagens que alguém pudesse ter, não havia tempo para relaxar quando em menor número.

Mas, por fim, houve uma calmaria.

— Hum, Matador de Goblins, senhor? — Sacerdotisa se reuniu com ele, olhando em sua bolsa por um odre. — Quer algo para beber?

— Sim.

— Tome.

Ele pegou casualmente o saco de couro, feito com o estômago de um animal de fazenda. Ele retirou a tampa e bebeu pelo seu visor aberto.

Sua longa relação tinha levado Sacerdotisa preencher a pele com um vinho tinto diluído.

— Precisa ter certeza de ter o suficiente para beber.

— Verdade.

Tanto quanto poderia dizer, ele estava mantendo uma boa condição física… à sua própria maneira. Ainda assim, parecia ser só o mínimo necessário.

Acho que seria estranho dizer que estou tentando cuidar dele…

Embora ela acreditasse certamente que ele era alguém que valia a pena cuidar.

Glub, glub. Enquanto ele bebia, ela pensou.

— Foi um bom disparo — murmurou ele.

Ela não captou imediatamente o que o comentário queria dizer e lhe deu um olhar confuso. Mas ela logo se deu conta de que ele estava falando da funda.

— Ah… tenho praticado.

Ela formou um punho em frente o seu pequeno peito e assentiu firmemente.

Não que ela tivesse algum orgulho em aprender artes mortais. Mas, de certa maneira, ela estava fazendo isso para ajudar pessoas, por isso, talvez se poderia considerar uma das suas provações.

Se ela estivesse completamente indefesa diante do perigo, só seria um fardo para seus companheiros. Ela tinha começado a aprender a funda apenas para se proteger, mas a arma provara ser notavelmente versátil.

Matador de Goblins terminou de beber obstinadamente e recolocou a tampa.

— Bom trabalho.

…Oh!

Ele lançou as palavras casualmente, mas elas fizeram o coração dela palpitar.

Suas bochechas, todo seu rosto, ficaram repentinamente quentes.

Ele… acabou de me elogiar, não é?

Ela dificilmente poderia pedir a ele para repeti-las, por tão incomum que foram.

Mas Matador de Goblins continuou a falar como se nada de estranho tivesse acontecido.

— Nós reduzimos seriamente seus números. Há provavelmente só dois ou três restando, incluindo o hob.

— Um… Um hob…?

A voz de Sacerdotisa se atenuou, não satisfeita com esse cenário.

— Não vimos nenhum totem — disse Matador de Goblins com um pequeno aceno, estendendo calmamente o odre para ela. — Aqui, beba.

— Hã? Ah…

Sacerdotisa o aceitou com uma certa hesitação. Ela tocou seus lábios cuidadosamente com o indicador esbelto e pálido.

— C-certo…

Matador de Goblins ignorou a relutância dela em colocar seus lábios no odre. Em vez disso, ele usou os trapos esfarrapados do goblin próximo para limpar a gordura de sua adaga, depois a retornou ao seu quadril. A próxima foi sua espada, ainda enfiada na sua vítima.

Ele se apoiou contra o cadáver e extraiu a lâmina, verificando o fio e limpando a sujeira antes de embainhá-la.

Ele confirmou o conteúdo de suas bolsas, o estado dos seus equipamentos e finalmente assentiu.

— Está pronta?

— Ah… sim, senhor.

— Então vamos.

Um hobgoblin. Dois guarda-costas. Quinze monstros ao todo.

O que lhes aconteceu não foi difícil de imaginar.

Surpreendentemente, havia uma pequena luz entre tal escuridão; todas as mulheres estavam seguras.

Mas, como elas iriam encontrar a felicidade de novo depois de serem violadas por goblins?

Sacerdotisa não conseguia imaginar.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

14 Comentários

  1. Faz seis meses que eles estão trabalhando juntos e ela ainda está relutante? Ela devia aprender algumas coisas com uma certa loli vampira huahuauhauha

    1. Talvez o trauma no início da série esteja impossibilitando ela ou o autor quer manter ela “pura e inocente”.

      1. se nem a arcebispa superou o trauma imagina ela, se bem que ainda seria interessante se ela tivesse sido violada e conseguisse superar, mas acho que daria muito trama e fugiria do roteiro

        1. Achei genial a sacada do autor de não fazer isso, pois assim ele pode focar no desenvolvimento do MdG com mais facilidade sem precisar escrever histórias de dramas dos outros personagens e acaba fugindo do enredo central que é a vingança do MdG.

          Me diz aí quem não gosta de ver o MdG acabando com a raça dos malditos goblins(literalmente) ? kkkk

        2. Até mesmo a arcebispa tentou algo com ele, só que não conseguiu. Ou seja, essa sacerdotisa está relutante demais.

          1. Mas como ela ja está a 6 meses com ele ela também percebeu que ele nao tem nenhum interesse por romance, ela mesma ja percebeu os olhares da vaqueira e da garota da guilda, entao acho que ela sabe que se tentasse algo ele iria rejeita e ela poderia se sentir constrangida em andar com ele.
            Pra mim eu prefiro que ele fica com a garota da guilda hehe

          2. Isso é o mais provável kkk

            Também gosto da garota da guilda ^^

      2. Ela mesma não foi abusada pelos goblins, então chutaria na segunda opção, mas ela já até dormiu nua com ele. Não é possivel que ela seja tão inocente ainda…

        1. Bem isso vai pelo gosto do autor, o que nós resta fazer é esperar para ver no que dará daqui para frente…

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