MdG – Volume 3 – Capítulo 1 (Parte 5 de 8)

Como Lagarto Sacerdote tinha dito, dessa vez, os cinco tinham lidado com um demônio em forma humana.

A missão em si fora terrivelmente mundana: investigar um novo culto que tinha se espalhado por uma cidade.

A cidadezinha ainda se gabava de um templo do Deus Supremo, mas parecia que tinham perdido seu implemento sagrado. A missão envolveu recuperá-lo. Todavia, quando a questão de saber se os goblins estavam envolvidos surgiu, a resposta foi um rotundo não.

Não era uma missão de goblincídio.

“Então irei em uma de extermínio de goblins” disse Matador de Goblins, e Sacerdotisa seguiu atrás dele com um “Desculpe” e curvou a cabeça.

“Está bem, vamos lidar com isso nós mesmos!” exclamara Alta-Elfa Arqueira, mas mesmo ela sabia que eles estariam menos preparados para o combate sem ele.

Justo quando eles estavam decidindo como resolver essa questão, Lanceiro os chamou.

Foi perfeito. Os cinco formaram um grupo temporário e deram início as suas investigações…

Naturalmente, eles encontraram provas suficientes de sequestros, tráfico de drogas, furto e extorsão.

Quando eles encontraram o implemento roubado, um diamante azul lapidado que se parecia com um olho, eles souberam muito bem o que estava acontecendo.

Encontrar a sede do culto, onde eles praticavam seus rituais bizarros e capturar seu líder, era só uma questão de tempo.

— UUUUUUU…! AKAATERRRAAAABBBBB!!!

Face ao diamante, o segundo em comando do culto se revelou ser o verdadeiro cabeça; um demônio. É claro.

E por fim, o demônio abandonou seu disfarce e enfrentou os aventureiros em uma batalha épica.

— Como se lembram, foram as minhas flechas que deram o golpe final.

— Sim, nós sabemos. Está tudo escrito claramente no relatório. — Garota da Guilda notou o testemunho de Alta-Elfa Arqueira na sua papelada.

Agora, a atiradora estava ilustrando a batalha dramaticamente com gestos selvagens.

Garota da Guilda nunca se cansava de vigiá-la. A elfa era facilmente 2.000 anos mais velha que ela, mas parecia como uma irmã mais nova.

— Talvez você tenha bebido o suficiente…

— Não tem problema. Estou bem! É só um copo de vinho tinto. Está tranquilo!

Alta-Elfa Arqueira estava completamente embriagada e longe de estar “bem”.

Bem, todo mundo precisa experimentar uma boa ressaca uma vez em suas vidas. Garota da Guilda colocou um sorriso irônico e resolveu ajudar a elfa a subir as escadas quando o efeito do álcool se fosse, depois tomou outro copo. Ela se inclinou para trás delicadamente, aproveitando a sensação do vinho em sua língua. Ela lembrou das palavras de Bruxa de alguns minutos antes.

Muitas rivais.

Comparada com a sacerdotisa, que podia ir com ele em aventuras, era verdade que Garota da Guilda estava em desvantagem porque tudo o que poderia fazer era esperar.

Que desvantagem? Não seja tonta.

Por aqui, mesmo uma recepcionista poderia tomar a ofensiva.

Ainda assim, ela tinha um pouquinho de medo de dar esse passo…

Ela estava surpresa com o quanto adorava suas relações como empregada da Guilda e com os aventureiros. Mas, caso venha parar aqui…?

Pelo canto do olho, ela viu Bruxa admoestando Lanceiro enquanto ele tentava falar: “Está com problemas, senhorita?”.

Garota da Guilda se viu dando um pequeno suspiro. E naquele momento…

— …?

A porta vaivém do edifício rangeu ao abrir.

Depois surgiu o som de passos casuais e indiscretos.

As orelhas de Alta-Elfa Arqueira se levantaram, como um predador apanhando o som de um coelho.

Então eles o viram: um aventureiro com um equipamento ridiculamente de segunda categoria. Equipamentos tão patéticos que causava agitação até entre os ranques Porcelana, os completo novatos. Um aventureiro cuja roupa única era conhecida por cada um da Guilda.

Matador de Goblins.

— Eu cuido da papelada. Descanse.

A ordem brusca foi direcionada para a sacerdotisa seguindo atrás dele.

Ela quase não conseguia suportar o cansaço. Sua cabeça balançou para cima e para baixo, com as pálpebras meio fechadas.

As magias de um sacerdote eram chamadas de milagres porque, exatamente como o nome implicava, o conjurador fazia uma súplica direta aos deuses no céu. O esforço que isso exigia não era menor que de um guerreiro na linha de frente, e isso havia desgastado seriamente essa jovem esbelta.

— …Siimm, senhor… Hm…

— O quê?

— Boa noite… Matador de Goblins, senhor…

Ela assentiu bruscamente com as palavras de Matador de Goblins e foi subir as escadas.

Ele esperou que ela chegasse com seus pés trêmulos em segurança no segundo andar antes de ir.

Mas os outros não poderiam só observar ele andar até a recepção.

— Ei, Orcbolg, aqui! — chamou Alta-Elfa Arqueira a todo pulmão, depois que reconheceu seu companheiro distinto por meio do efeito do álcool. Ela se levantou e balançou seu copo de vinho loucamente para ele, espirrando seu conteúdo no lanche de Lanceiro.

Ele mastigou lentamente uma noz encharcada de vinho, ganhando uma risada de Bruxa.

Matador de Goblins veio até a mesa e se deparou com a cena.

— O que foi?

Anão Xamã e Lagarto Sacerdote partilharam um olhar e deram de ombros.

Eles não tinham certeza se achavam ou não reconfortante que Matador de Goblins fosse exatamente o mesmo logo após uma aventura como sempre.

— Você sabe muito bem o que! — Alta-Elfa Arqueira, no entanto, não parecia satisfeita. Ela bateu na mesa repetidamente e olhou para o capacete de aço. — Quando você volta de uma aventura, você deveria dizer oi pelo menos!

— É mesmo?

— É!

Alta-Elfa Arqueira bufou. Garota da Guilda sorriu para ela, então deslizou para o lado. Ela gesticulou para Matador de Goblins se sentar, o que ele fez gentilmente. Ela virou seu sorriso para ele e disse: — Bem-vindo de volta, Sr. Matador de Goblins. Como foi?

— Farei o meu relatório — disse ele, depois inclinou a cabeça. — Seu turno não acabou?

— Ah, vamos — disse Garota da Guilda, fazendo bico com um pouco de aborrecimento. — Eu sou sempre a primeira a ouviu sobre suas aventuras. Por que não me diz?

— Hum. — Matador de Goblins cruzou os braços e pensou. Então ele declarou: — Havia goblins.

— Uau, quem poderia adivinhar? — grunhiu Lanceiro. Ele deu de ombros e balançou a cabeça como se dissesse: Esse cara não entende. — O que nossa querida Garota da Guilda está perguntando é, o que você fez que se destacaria sobre o que nós fizemos?

Matador de Goblins voltou a pensar.

— Abatemos quinze deles.

Lanceiro sabia que não poderia esperar uma anedota pormenorizada sobre a aventura de Matador de Goblins, mas até ele baixou a cabeça decepcionado.

— Vamos, Matador de Goblins. Diga alguma coisa interessante!

Bruxa cerrou os olhos distraidamente e colocou o copo na boca.

— Talvez, não há nada interessante, para dizer…

— Quando Corta-barba está metido, suponho que não haveria.

— Nós falamos do meu senhor Matador de Goblins. Ele tem suas peculiaridades.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

9 Comentários

  1. Mais neutro que o Matador de Goblins é impossível. Ele sequer se importou em falar que salvou alguém hauhauhauh

    1. ele não se considera um salvador, o foco dele é matar globins e por consequência salva pessoas se bem que algumas preferiam ser mortas eu creio porque ate agora nenhuma mulher superou o trauma de ser violentada por globiins

      1. Tu tocou em um tema muito interessante, “nenhuma mulher superou o traume depois de ser violentada por goblins”. Tá ai um ponto extremamente negativo na série até o momento, isso é absolutamente fora da realidade.
        Mas, vamos ver mais para frente, é a chance do autor apresentar algumas personagens femininas “trágicas”, mas que não abaixaram a cabeça e procuraram descontar toda a fúria em matar monstros atualmente.

        1. é que a violação dos globins deve ser muito mais traumatico para uma mulher também porque vem em grande quantidades e ao mesmo tempo eles a torturam, devoram e etc e também fere muito o orgulho né, imagina aparecer uma matadora de globins hahah vai ser mais uma pro harem

  2. “Não era uma missão de goblincídio.” É realmente uma pena, essas que são as melhores kkkk

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