MdG – Volume 3 – Capítulo 4 (Parte 7 de 7)

Os elfos negros tinham orelhas pontudas como os outros elfos, mas com a pele escura.

Ela tinha ouvido dizer que eles eram geralmente altos, como seus primos habitantes da floresta, mas o corpo no chão não tinha crescido tão bem.

— Mas isso é um rhea.

— O qu…?

Garota da Guilda se engasgou quando deu mais uma olhada no cadáver.

O rosto estava escuro e sujo, mas ela tinha uma memória distante disso.

E por que não? Por que ele cobriria seu rosto quando atacava?

Matador de Goblins usou o salto de sua bota para limpar o rosto do cadáver.

— Oh! Esse é…! — Garota da Guilda colocou inconscientemente a mão na boca. Ela reconhecia ele. — Ele é aquele que acusamos de cometer delito naquela entrevista…!

Os traços estavam distorcidos pelo ódio, amargura e desejo de vingança… mas era sem dúvida Rhea Batedor.

Um aventureiro que eles tinham entrevistado para uma promoção. O homem que tinha acumulado discretamente recompensas e tesouros para si mesmo e escondido dos membros de seu grupo.

Todos os entrevistadores tinham exilado ele… Ele tinha voltado? Ou ele estivera na cidade desde então?

Matador de Goblins ficou olhando para o rosto do rhea.

— Acho que me lembro dele.

— É. Você estava na nossa entrevista com ele. Foi por isso…

— Não. — Matador de Goblins balançou a cabeça. — Quando eu estava comendo na taverna, ele estava sussurrando com outra pessoa. Eu também o vi me observando na Guilda antes disso.

— Está dizendo…

— Mas se ele só me quisesse como alvo, ele não precisaria de roupas tão estranhas.

Matador de Goblins grunhiu.

Tantas possibilidades, tantas escolhas, ele não conseguia decidir o que devia fazer exatamente.

Mas só havia uma conclusão a se prosseguir, um aviso a se prestar atenção.

— Os goblins podem estar se movendo.

Com essa declaração, Matador de Goblins bateu sua espada na bainha.

— Estou indo. Consegue ficar de pé?

— Ah, hum…

Garota da Guilda não sabia bem onde olhar. Ela estava ajoelhada como se suas pernas estivessem fracas, mas era capaz de se mexer.

Mas, se ela dissesse que não podia, ele ficaria? Não seria melhor se ele ficasse?

— E… Estou bem.

Ela reuniu tudo o que tinha para dizer isso, depois estendeu a mão e a pôs na mesa.

Matador de Goblins recolheu os dardos na máscara do rhea, então os guardou na bolsa. Ele limpou a lâmina da adaga envenenada e a colocou no cinto.

Depois de uma verificação rápida em seu equipamento, inspecionou onde os dardos o atingiu. Ele decidiu que não havia problema.

— Nesse caso, por favor, cuide das coisas aqui.

Assentindo, Garota da Guilda usou a mesa como apoio para se pôr de pé instavelmente.

O que tinha acontecido? O que estava acontecendo? Ela não sabia. Como ela poderia saber?

O dia de celebração acabou. Seu dia de felicidade desapareceu.

— …Só, quero dizer, que eu… que eu mesma não entendo nada disso…

Certo. Ela só teria que voltar a ser a recepcionista da Guilda, tratar ele como outro aventureiro.

— M-mas seja o que for, por favor, faça o seu melhor!

Ela pôs o maior sorriso que conseguia em seu rosto, e Matador de Goblins respondeu com apenas duas palavras.

— Eu irei.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

11 Comentários

    1. Kkkkk mdg ladrão da desgraça… melhor roubar do que comprar.

      Num dou um capítulo pra ele arremessar essa adaga

      1. Na primeira oportunidade que ele tiver, ela vai está cravada no crânio de um goblin kkkk

  1. Obrigado pelo encerramento de mais um capítulo.

    Matou e pegou o loot.
    Esse final mal os goblins apareceram e ele já “sentiu” que eles vão aparecer, isso que é um bom caçador kkk

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