MdG – Volume 3 – Capítulo 6 (Parte 4 de 8)

Nuvens escuras giravam em cima de suas cabeças. As intempéries fustigavam eles sem piedade.

Matador de Goblins tinha um mau pressentimento. A mesma sensação que tinha quando um goblin estava se esgueirando por detrás.

— Não temos formas de ganhar tempo.

— Há um velho provérbio; “Uma armadilha acionada não é mais uma armadilha”. — Lagarto Sacerdote agitou a cauda. — Acho que a nossa melhor chance reside em um ataque frontal, os fazendo pressão. E você?

— Concordo — disse brevemente Matador de Goblins, então virou seu capacete para Sacerdotisa.

Ela limpou o suor, barro e chuva de seu rosto e encontrou seu olhar.

O capacete estava igualmente encharcado pelo dilúvio, sujo de lama e sangue, e a expressão dentro dele era inescrutável.

— Você é crucial. Estou contando com você.

Mas ela podia sentir o olhar dele nela. Ela piscou.

Foi mais do que suficiente para apoiar a fé em seu coração.

Ele — Matador de Goblins — essa pessoa irremediável e incomum…

Ele contava com ela. Ele disse isso.

— …Sim, senhor!

— Muito bem. Todo mundo conhece o plano. É como eu disse antes.

Matador de Goblins empunhou sua espada, preparou o escudo e deu um passo à frente.

Lagarto Sacerdote se alinhou ao lado dele com sua Garraespada de prontidão e a cauda levantada.

Na retaguarda, Alta-Elfa Arqueira colocou uma flecha em seu arco, puxando a corda.

Anão Xamã mantinha catalisadores nas duas mãos enquanto começava a entoar.

E Sacerdotisa segurava firmemente seu mangual sagrado, oferecendo uma oração aos deuses no céu.

— Vamos.

E assim a batalha foi travada.

A primeira vítima foi um tentando se arrastar para longe da cortina de fumaça.

O goblin inclinou a cabeça, sentindo alguém se aproximando, e pouco depois ele já não tinha mais uma cabeça para inclinar.

— GROORB?!

Matador de Goblins pisou no crânio enquanto avançava, o esmagando.

Ele empurrou a criatura para trás dele com seu escudo no braço esquerdo e perfurou a garganta de outro que se atirou nele.

— Dois.

O cadáver fresco caiu para trás quando ele largou a espada. Ele o chutou, atingindo com o machado de mão que retirou de seu cinto.

Ele cortou a criatura cambaleando atrás dele na base do pescoço, ceifando sua vida.

— Três.

Ele arremessou o machado casualmente na horda goblin antes de recolher uma lança curta de sua última vítima, e então continuou sem olhar para trás.

— É esse o caminho. Vamos.

— Entendido! — respondeu habilmente Lagarto Sacerdote, acompanhando com sua cauda enrolada.

Ele brandia a Presa Branca como uma espada de lâmina larga, derrubando vários inimigos em um só golpe.

— Vejam! Temível naga, meus ancestrais, vejam! Nos deleitaremos nessa noite!

— GOROROR?!

Gotas de chuva dançavam, sangue fluía e carne voava. Gritos e berros ressoavam pelo ar.

Goblins eram covardes de nascença. Era parte do porquê eles não eram astutos.

Relutantes em morrerem, eles usavam seus companheiros como escudo. Enfurecidos como resultado da morte de seus aliados, eles enxameavam juntos para oprimir o inimigo.

E porque os seus inimigos tinham feito a eles essa grave injustiça, toda e qualquer tortura se justificava.

Olhem. O inimigo é apenas dois. Alguns caíram, sim, mas os números continuam do nosso lado.

E no meio da chuva e os resquícios daquele fedor terrível… Está sentindo esse cheiro?

Uma garota. Uma elfa. Uma mulher.

Não há nada para se preocuparem. Façam.

— GOBBRO!!

— GROBB!!

Demorou apenas alguns momentos para a confusão dos goblins se transformarem primeiro em raiva, depois em cobiça.

Alguns pegaram suas mais variadas armas e se esforçaram para impedir a investida de Matador de Goblins, e alguns levaram lanças e procuraram cercar e matar Lagarto Sacerdote em seu turbilhão de violência.

Os mais inteligentes entre eles fugiram desses oponentes terríveis e quebraram a formação para escapar.

Mas Matador de Goblins e seu grupo estavam bem cientes de que alguns iriam possivelmente tentar isso.

— Pazuzu, Rei Gafanhoto, Filho do Sol, traga tremor e medo, com o vento você vem!

Os goblins tremeram ao que aprecia um assobio alto do vento.

E então eles viram a fonte do estrondo estranho, uma onda negra percorrendo a terra, vindo diretamente para eles. Uma tempestade de breu.

Era uma enorme tempestade de insetos, preparados para esmagar e destruir.

— GORRBGGOOG?!?!

— GORGO?!

Os goblins tentaram desesperadamente retirar as criaturas roedoras das suas peles, sem saber que era só ilusão.

Medo era o sentimento mais primitivo no mundo e terrivelmente eficaz em controlar os goblins. Eles fugiam gritando e rangendo os dentes.

Eles se dispersaram, largando as armas e correndo em todas as direções o mais rápido que suas pernas aguentavam.

Como se eles fossem muito longe.

— Gnomos! Ondinas! Faça para mim a melhor almofada que podem ver!

Os goblins foram enredados.

A terra deteve seus pés rápidos e eles caíram no chão um a um. Lama pegajosa emergia ao redor deles.

— GORBO?!

— GBORBB?!

Eles se esforçaram e lutaram, mas descobriram que não conseguiam se levantar.

Lagarto Sacerdote foi implacavelmente ao redor do pântano invocado, fazendo o seu trabalho mortal.

Garra, garra, presa, cauda. Ele se movia agilmente entre os goblins, os mandando embora com cada membro.

— Ho! Meu ancestral, que faz parte do meu próprio ser! Aceite essa fúria!

Os homens-lagarto vinham dos pântanos. Essa lama não era um obstáculo.

Lagarto Sacerdote talhou através dos goblins, depois levantou sua grande cabeça e berrou:

— Avante, meu senhor Matador de Goblins!

— Certo — disse Matador de Goblins, chegando ao lado dele. Ele levava um pouco de couro especialmente preparado.

Ele usou a lança para apunhalar por trás uma das criaturas caídas. Essa foi uma. Ele pegou a espada do monstro e a lançou. Duas.

Ele avançou com seu escudo erguido, derrubando mais algumas perto de um dos corpos. Ele se apoiou contra o cadáver, puxando uma espada dele. Três.

Ele usou essa espada para dividir o crânio de um goblin que tentou bloquear seu progresso. Quatro. Ele largou a arma embotada, chutando um corpo para o lado e pegando sua clava.

Friamente e precisamente, procurando o maior efeito com o mínimo esforço, ele abriu caminho pelas forças inimigas.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

9 Comentários

  1. E a batalha principal finalmente começou…
    MdG e Lagarto Sacerdote são a melhor dupla no combate kkk

  2. Obrigado pelo capítulo.

    “Relutantes em morrerem, eles usavam seus companheiros como escudo. Enfurecidos como resultado da morte de seus aliados, eles enxameavam juntos para oprimir o inimigo.” Acho que a palavra “estúpidos” é pouco para descrever os goblins kkk

    Esse Lagarto Sacerdote é incrível lutando e junto com o MdG dá uma combinação perfeita na batalha kkk

    1. Esse é o efeito especial que se ativa quando os goblins estão juntos o “suicídio em grupo” kkk

  3. Caraca man eu fico impressionado com o estilo de luta do mdg e do lagarto sacerdote.

    O mdg usa as armas dos goblins contra eles mesmos, afinal ele é um guerreiro sem frescura com esse negócio de arma especial ele usa qualquer uma. E ele é como uma máquina muito preciso nos golpes e sem firulas.

    Já o lagarto-sacerdote é como se tivesse fazendo um ritual pro deus dele man, se vangloriando e mostrando seus feitos ao poderoso NAGA, e ele é cheio de firulas como se não estivesse lutando e sim dançando (uma dança muito extravagante).

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