MdG – Volume 4 – Capítulo 3 (Parte 2 de 5)

— Muito bem, aqui está o nosso “encontro”.

— Sim. Um, brinde.

Como que em harmonia com o elegante tilintar dos copos de Lanceiro e Bruxa, o sino badalou novamente.

— T-tão cansado…

— Vamos, ande direito! Céus!

Os dois aventureiros novatos entraram, a imagem própria da fadiga e exaustão.

Sacerdotisa Aprendiz praticamente empurrou Guerreiro Novato para o assento, depois limpou o suor da testa.

— De alguma forma não estou com vontade de comer…

— Bem, que pena! Precisa comer!

Repentinamente, a garota olhou para cima para repreender o garoto, que parecia pronto para adormecer a qualquer momento.

Seus olhos encontraram os de Garçonete Felpubro, e a garota aventureira corou.

— Ah, d-desculpe. Humm… Uma tigela de mingau de aveia, por favor, e pão para dois…

— Sim, senhorita!

— Ah, e água!

— Deixa comigo!

Ela foi até a cozinha e retransmitiu o pedido. Chef Rhea ergueu a sobrancelha.

— Muito bem! Leve as coisas com carne grelhada. Hmm, então, onde foi parar aquele vinagre?

— Eu sei, eu sei. Ah, o vinagre está na prateleira atrás de você.

Quando o chef sorriu e se virou, Garçonete Felpubro apontou para uma das prateleiras. O chef pegou um pouco de queijo e colocou no prato com o pão, então balançou a cabeça, satisfeito.

— Está bem, vou levar esses aqui então!

— Faça isso!

Ela deixou o crocante e oleoso prato com Lanceiro e Bruxa, e lhes ofereceu uma palavra de agradecimento. Então ela caminhou até onde o garoto e a garota estavam, mas Sacerdotisa Aprendiz pestanejou para ela.

— Hã? Desculpe, nós não pedimos isso…

— Está tudo bem, apenas comam. — Garçonete Felpubro balançou a mão, apontando para o queijo com o dedo peludo. — De qualquer forma, virá alguém em breve que não consegue se fartar dessa coisa, e teremos que fazer um novo pedido. Precisamos esvaziar nosso estoque!

— Obr-obrigada.

— Nem. Obrigada por nos ajudar com isso!

Tendo assim feito uma ronda bem-sucedida em suas mesas, ela foi até a parede e suspirou.

O barulho animado dos aventureiros na taverna ameaçava se transformar em um zumbido em seus ouvidos.

Eles estavam se divertindo rindo, gritando e cantando, e após comerem e beberem, eles retomavam seus divertimentos.

— Hm. — Garçonete Felpubro achava satisfatório apenas ficar ali com os braços cruzados, os observando.

Então…

— Ahhhh cara, estou cansada! Quero um pouco de comida e quero ir para cama!

— Havia um montão de goblins, não havia?

O sino tocou outra vez, e mais cinco pessoas entraram. Na frente do grupo, abrindo a porta com um estrondo, estava uma alta-elfa patrulheira. Uma sacerdotisa da Mãe Terra a seguia.

— Bem, um banquete é habitual depois de uma batalha. Beber, comer, se alegrar e depois dormir… à sua maneira, essa é uma recordação de nossos inimigos.

— Verdade, mas Corta-barba vai ir caçar mais goblins amanhã, não é? Que viciado em trabalho…

Depois veio um homem-lagarto com um passo pesado e sólido e um anão conjurador bem constituído.

E então veio o último deles.

— Sim. — disse francamente o aventureiro quando entrou pela porta. Todo mundo na taverna olhou para ele.

Amadura de couro suja, um capacete de aparência medíocre, um pequeno escudo redondo preso no braço, e na sua cintura havia uma espada de tamanho estranho.

— Precisamos de dinheiro — disse Matador de Goblins tranquilamente.

— Sinto muito. Se eu tivesse só um pouco mais de vitalidade…

Assim, Alta-Elfa Arqueira interrompeu como se estivesse cobrindo a aparentemente decepcionada Sacerdotisa.

— Ei, não se preocupe com isso. Apenas deixe outros aventureiros lidarem com isso.

— Se não houver goblins, vamos considerar isso.

— Céus, é sempre desse jeito com você. — Alta-Elfa Arqueira olhou para o teto irritada, balançando as orelhas.

— Olá, bem-vindos!

Garçonete Felpubro seguiu até a entrada, cumprimentando os aventureiros com um sorriso brilhante.

Havia muitos aventureiros selvagens e rebeldes, mas essas pessoas tinha uma gentileza nascida da experiência, um deles era ranque Prata.

Então era natural que quisesse servi-los com um sorriso.

— Oh-ho — disse o intermediário deles, Lagarto Sacerdote, revirando os olhos. — Como vai minha senhora garçonete? Bem, eu anseio solicitar um pouco de queijo…

Garçonete Felpubro soltou uma risada com seu tom sombrio. Era do conhecimento geral que esse homem-lagarto se tornara bastante encantado com queijo em todas as formas.

— E o resto de vocês?

— Humm, vou querer… como era?… aquela coisa fina. Macarrão? Vou querer isso — disse Alta-Elfa Arqueira.

— Ah, hum, alguma coisa um pouco leve para mim… — murmurou Sacerdotisa.

— Então isso é tudo? — disse Anão Xamã. — Sou o único com um apetite adequado? Carne, eu disse, carne! E um bom e forte vinho.

— Alguma coisa com carne, sim, senhor! — adentrou Lagarto Sacerdote.

A bainha da saia da garçonete se levantou quando ela se virou para olhar para o último aventureiro.

— Senhor, nosso especial do dia é lúcio! Pego na cidade da água e grelhado fresco!

Apenas os ingredientes certos, perfeitamente preparados, e é claro, os talentos do chef estavam fora de questão. Ela informou tudo isso como um desafio, estufando seu peito de tamanho médio como se quisesse provocar uma resposta.

— Então, o que vai querer?

Era uma maneira um pouco impertinente de se falar com um cliente, mas ela não considerava esse homem como um cliente nesse momento.

Ela encarou ele, se recusando a deixá-lo escapar, e ela pensava que podia ver um olho vermelho dentro do capacete.

— Nada. — disse Matador de Goblins. — Estou bem por hoje.

— O que há com ele? Ele é louco?!

— Bem, não tenho certeza disso…

Garçonete Felpubro interrompeu a resposta do aprendiz da oficina batendo o punho no balcão.

— Digo, aventureiro deveriam matar dragões, beber vinho e rir como Fua-ha-ha-ha! Esse é seu trabalho, não é?

— Não posso negar que há alguns assim. — O aprendiz aceitou o argumento da garota com um sorriso irônico, então enfiou um garfo em alguns peixes em um prato. O lúcio bem passado começara a esfriar um pouco, mas ainda continuava gorduroso e delicioso. Havia limão ou algum outro condimento nele, lhe dando um leve cheiro de cítricos que dava água na boca.

— De qualquer forma, obrigado pelo lanche. Hm, isso é bom. Faz algum tempo desde que comi peixe.

— Eu só não queria desperdiçar as coisas que esfriaram. Não interprete errado!

— Gosto de como nem sequer está dizendo isso para cobrir seu embaraço ou algo do gênero.

Quando se tornou parte da rotina diária de Garçonete Felpubro levar um pouco de comida — na verdade sobras — assim?

Fora tarde da noite, todos os aventureiros tinham ido para suas estalagens, e ela estava sem seu uniforme limpando a taverna.

Quando se aprontou para ir para casa, ela espiou a oficina, onde o garoto aprendiz estava sozinho cuidando do fogo.

“O que está fazendo” perguntara ela, e ele respondera: “Não podemos deixar o fogo abaixar”.

Claro, isso era só uma desculpa; com seus olhos aguçados, ela viu que ele estava fazendo uma adaga.

Fazia sentido. Ele trabalhou durante o dia, então ele tinha que arranjar tempo para praticar.

Para Garçonete Felpubro, era uma excelente oportunidade; dar a ele as sobras de comida parecia a coisa mais lógica a fazer.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

8 Comentários

  1. A Garçonete Felpubro parece ter algum tipo de implicância com o MdG!
    O Garoto Aprendiz que abra o olho ou a Garçonete Felpubro pode acabar se apaixonando pelo MdG kkkk

  2. Depois de ver a historia de Sacerdotisa Aprendiz e Guerreiro Novato, não tem como não ficar com dó dos perrengues que eles passam, nem dinheiro pra comer bem eles tem.

  3. Louco! hauhauahauha
    PS:”Ela deixou o crocante e oleoso prato com Lanceiro e Bruxa, e lhes ofereceu uma palavra de agradecimento. Então ela caminhou até onde -o garoto e a garoto- estavam, mas Sacerdotisa Aprendiz pestanejou para ela.” É garoto e garota ali.

  4. Obrigado pelo capítulo.

    A Garçonete Felpubro está apenas julgando um livro pela capa, uma pena já que ela não sabe o quão incrível o Goblin Slayer é…

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