MdG – Volume 4 – Capítulo 4 (Parte 3 de 5)

Três contra um. Verdade, os batedores estavam bêbados. Mas ele poderia ver o que aconteceu.

Por isso sua forma era a melhor.

O batedor expeliu sangue, dando o último suspiro. Em seu coração, o sentinela ficou radiante com a visão.

Isso vai lhes mostrar, seus bárbaros idiotas.

Não havia nenhum sinal de compaixão dele para com os batedores que se transformaram em tais avatares do sofrimento.

Mas seja como for, ele estava zangado com aquele que viera em seu ninho e assassinara goblins.

Por isso esse era o momento, quando o aventureiro — cansado da batalha — tinha virado as costas.

Agora!

Seus companheiros em breve chegariam, atraídos pela agitação. Quando eles o vissem agarrando o aventureiro depois de atacar por trás, eles iriam louvá-lo. Ele poderia até mesmo ser capaz de se gabar por ter se levantado e lutado enquanto seus companheiros morreram.

Com seu coração cheio de egoísmo e ganância, ele deu um salto gigantesco. Ele moveu sua lança em um arco de cima para baixo, a segurando inversamente.

A barriga ou o peito serviria, se fosse o melhor que conseguisse, mas o braço ou a perna era o ideal. Se fosse revelado ser um homem, tudo que poderiam fazer era comer.

— …?!

Foi quando aconteceu.

Ele não sabia o que ocorreu. Tudo o que ele sabia era que seu ataque deveria ter sido uma emboscada por trás, mas o aventureiro segurava sua lança com as duas mãos.

O aventureiro armadurado se moveu rápido demais para se ver.

E no instante em que o goblin tentava decidir se largaria a lança ou faria outra coisa, ele se viu prensado, com lança e tudo, no chão.

— GROB?!

Ele não tinha considerado essa possibilidade.

Sua mente deu um branco; ele ficou completamente perdido.

— GBBOROBO?!

Ele não pôde dar uma resposta adequada em meio sua desordem.

Ele sentiu uma dor fantástica com a pancada nas costas, sua carne e ossos lamentaram, e acima de tudo, ele tinha dificuldade em respirar.

Ele abria e fechava a boca, com a lança caindo de sua mão.

Não restava mais nada para ele. O aventureiro desembainhou uma espada.

O goblin se pôs de pé cambaleando e começou a correr para a entrada da caverna tão rápido quanto podia…

— Esse vai dar sete.

Juntamente com o pronunciamento implacável veio um choque que percorreu de suas costas ao peito, e sua consciência desvaneceu.

Ela nunca mais voltou.

— Hmm.

Depois de acabar com sete goblins, Matador de Goblins finalmente teve que dar um suspiro.

Você pode notar algo atrás quando um par extra de passos vem tamborilando atrás de você.

Ele extraiu a lâmina e limpou o sangue nos trapos do goblin, depois verificou o fio e devolveu a espada à bainha. Ainda poderia ser usada.

Ele passou o dedo na ponta da lança que tirou do goblin e examinou o cabo quebrado.

Matador de Goblins estalou a língua, então a adicionou ao cinto.

Depois ele chutou as mãos dos batedores, quebrando seus dedos e soltando as espadas que seus corpos ainda agarravam.

Acaso havia três delas. Ele pegou a que estava em melhores condições e acrescentou ao cinto. Isso serviria.

Ele vasculhou sua bolsa de itens, pegou o cantil e puxou a tampa, então bebeu o conteúdo.

O cantil foi feito com o estômago de uma ovelha, virado do avesso e secado, e ele agora continha uma mistura de água e vinho tinto.

O líquido frio deslizou pelo visor do capacete de Matador de Goblins, depois entre seus lábios, fluindo na garganta e indo para o estômago.

Não seria bom se embriagar com vinho, mas um pouco aquecia o corpo e ajudava no estado de alerta.

— …Não vejo quaisquer totens — murmurou Matador de Goblins consigo mesmo enquanto colocava a tampa e devolvia o cantil à bolsa de itens.

Ele balançou a cabeça suavemente quando percebeu que ninguém respondeu.

Sacerdotisa e seus outros companheiros — ele balançou a cabeça outra vez ao perceber que pensava neles dessa forma — não estavam ali.

Eles tinham os seus próprios planos. Eles tinham a saúde para se preocuparem. Eles nem sempre estariam todos juntos.

Matador de Goblins virou suas costas para a parede e empurrou o visor para baixo. Ele aquietou sua respiração. Ele não ouvia nada como passos.

Em vez disso, ele ouviu o som de uma refeição sendo devorada. Ele podia sentir pequenas ondas de choques nas costas. Era claro o que estava acontecendo.

Sua fonte de luz — a tocha — ainda brilhava entre os restos do grupo dos batedores. Bom.

Matador de Goblins retirou rapidamente um frasco da sua bolsa de itens e o jogou praticamente no lugar certo.

O recipiente de barro e a parede explodiram aproximadamente na mesma hora.

— GBRROBORRBBBG!!

Goblins.

Uma horda deles, uma maré agitada.

Mas os primeiros que saltaram em frente impacientemente tombaram inesperadamente.

Eles devem ter tropeçado na gordura por todo o chão. As piruetas foram apenas um pouco da humilhação adicional.

— GOROB?!

— GOB?! GBOROOBOGOBG?!

Eles gritaram, se vendo chutados e pisados pelos seus compatriotas, que vieram um após o outro por trás deles.

Pior, eles tinham caído na tocha acesa e foram envoltos em chamas ardentes.

— GOROOOBOGOROOBO?!?!

— Oito, nove… dez.

As criaturas queimando contabilizaram duas delas. A outra foi aquela que fora pisoteada até cair imóvel.

— Restam sete. Uma lança, uma espada, um machado, quatro clavas. Ótimo.

Sem se importar com a imolação dos seus outros companheiros, os outros goblins surgiram, raiva e ganância cintilavam em seus olhos.

Tendo feito um balanço dos inimigos, Matador de Goblins preparou sua espada e os enfrentou de frente.

— GBBRBGGB!!

O primeiro a vir até ele foi o goblin segurando uma lança, o ponta de lança literal da operação.

— Onze.

Matador de Goblins arremessou indiferentemente a espada na criatura. Ela sibilou através do ar estagnado da caverna e se enfiou na testa do goblin com um thac, perfurando seu cérebro.

— GGBGGO?!

Quando o goblin cambaleou e caiu sob o impacto, Matador de Goblins roubou a arma de sua mão.

Uma arma longa não era ruim. Você não seria cercado. A primeira coisa era retirar quem tivesse o maior poder de fogo.

Se tivesse um dos grandes presentes, a prioridade teria sido reduzir seus números, mas no momento ele queria evitar ser imobilizado por causa de um só golpe.

Isso significava que o próximo passo era claro.

KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

11 Comentários

  1. O MdG nos tempos atuais seria o atirador de facas do Circo, o bicho não erra um lançamento sequer.
    Obrigado pelo capitulo!

  2. Obrigado pelo capítulo.

    Já até sei qual é o próximo passo que o Goblin Slayer está pensando: “Mata todos os goblins” kkk

    1. Tudo bem Apoliom? Obrigado pelo elogio, rapaz. Por enquanto a novel está em hiato, mas está para voltar nas próximas semanas. Assim que conseguirmos, iremos avisar na página inicial. 😉

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