PA – Capítulo 57

Marcie Voltou!

 

 

— Sétimo, eu acabei de me encontrar com o executivo Chen…

Erguendo as cortinas, Ratinho enfiou a cabeça no cubículo. Sua expressão era um pouco estranha.

— Eu já não te falei para me chamar de Marcie? — Sétimo reclamou aborrecido. Ele estava com a mesma aparência da “Marcie” e sentado na cama dela. Então, imediatamente perguntou: — O que ele quer?

— Certo… certo! —  Ratinho entrou no cubículo e respondeu cuidadosamente com um sorriso: — Bem, ele bebeu bastante cerveja, seu rosto estava vermelho… Eu não tenho certeza se ele viu você em algum lugar. De repente o executivo me puxou e perguntou persistentemente se eu tinha te visto. Bem, acho que ele está um pouco interessado.

Qualquer homem entenderia o significado por trás das palavras do Ratinho. Sétimo olhou em choque.

— Então, essa era a intenção dele naquele dia, — Sétimo murmurou para si mesmo. No dia em que ele procurou por Jinfeng, ele tentou jogar verde para descobrir o que tinha acontecido. Sétimo tinha uma vaga ideia de que o Jinfeng tinha feito alguma coisa, mas o outro naturalmente não iria confessar nada.

Pelo fato da Marcie ter desaparecido, e a maneira peculiar de trazê-la de volta, Sétimo não tinha dito nada a ninguém. Era por isso também que estava evitando o Jinfeng desde que tinham trocado de aparência. Estava receoso de que causaria ainda mais problemas. Porém, já que o pior realmente aconteceu, ele sentia que seria algo muito problemático para lidar.

— Esqueça. Apenas ignore-o — Sétimo respondeu depois de pensar por um longo tempo.

Ratinho tinha uma expressão desconfortável no rosto. Antes de sair da enfermaria, Sanji estalou os dedos e o louva-a-deus em seu ombro ficou invisível. Embora ele não pudesse mais ver o louva-a-deus, era quase como se ainda pudesse sentir aquelas patas dianteiras frias, como uma foice, uma acima do pomo de adão e a outra abaixo. Além disso, Sanji tinha sido bem clara. Ela disse que, já que ele era tão cheio de ideias e esquemas, deveria ser o único a pensar em um método para fazer com que o Sétimo chamasse a verdadeira Marcie. Se não o fizesse, Sanji desistiria do visto e o entregaria a Hei.

— Não, não podemos fazer isso! O executivo Chen bebeu bastante. Ele mencionou Marcie continuamente, e até disse que viria procurá-la! Deu bastante trabalho para distraí-lo, mas você precisa pensar em algo melhor! — disse Ratinho, ansioso.

— Merda! — Sétimo xingou, sentindo uma dor de cabeça repentina. Este não era o momento de ofender Jinfeng… Ele tinha pensado em ir encontrar o Jinfeng pessoalmente. Infelizmente, não sabia nada sobre as atitudes entre homens e mulheres, então estava preocupado que Jinfeng perceberia que algo estava errado. Depois de pensar sobre isso, cerrou os dentes de repente. — Esqueça, eu vou convencer a Marcie a ir! De qualquer forma, ele não pode fazer nada com ela…

Antes que o Ratinho pudesse entender o que ele queria dizer, Sétimo se levantou e fez um gesto. Ambos retornaram à sua aparência original. Depois que o Ratinho recuperou a própria aparência, ele olhou para as mãos curtas e grossas e finalmente deu um suspiro de alívio. Sétimo olhou para ele com frieza por um segundo e disse com sua habitual voz estoica:

— Eu vou chamar a Marcie. Durante esse tempo, é melhor ficar de olho na Sanji. Não deixe que a Sanji chegue perto dela. Entendeu? — Ratinho balançou a cabeça repetidamente. — E é melhor você sair! A Marcie te conhece, vai ser ruim se ela te ver.

Quando Sétimo falou isso, como se tivesse sido perdoado por um crime, Ratinho repetiu essas palavras e saiu rapidamente do cubículo. As ações dele fizeram Sétimo olhá-lo por um segundo a mais, mas por fim, Sétimo não falou nada. Depois que as cortinas voltaram à posição original e os passos do Ratinho soaram ao longe, Sétimo fechou os olhos. Depois de um tempo, algumas veias começaram a aparecer em sua testa. Seu corpo começou a piscar como uma imagem de uma televisão antiga. Em seguida, uma figura caiu de seu corpo.

Marcie ainda estava com a mesma aparência daquele dia fatídico. Seus cabelos ruivos estavam uma bagunça, suas roupas estavam desordenadas, e até mesmo seu rosto ainda estava corado pelo esforço durante sua luta. Quando ela percebeu que a pessoa à sua frente era o Sétimo, seus olhos brilharam e ela gritou surpresa:

— Você voltou? Por que você foi tão longe que nem conseguia mais manter a habilidade?

— Naquela hora, nós estávamos em perigo. — Sétimo sorriu para ela. — Veja só, eu te chamei de volta para você assim que voltei. Por que você está assim? O que aconteceu?

— Nem me fale. — O rosto da Marcie ficou pálido quando ela pensou no Jinfeng, — Eu não vou deixar aquele filho duma puta se safar. — Ela limpou a poeira do seu rosto e corpo com repulsa, como se ela tivesse tentando tirar algo nojento. Depois disso, se sentou no chão parecendo um pouco cansada.

Sétimo acenou com a cabeça e estava prestes a falar algo. De repente, ele notou que Marcie estava com a boca aberta e uma expressão atordoada. Ela estava olhando para a cabeça dele. Ele estava prestes a se virar e ver o que estava acontecendo, mas só ouviu um assobio agudo e sentiu um forte golpe em sua cabeça. Ele imediatamente perdeu a consciência.

Marcie — a verdadeira —  estava estupefata. Sanji apareceu do nada e deu um forte golpe com seu cassetete, deixando Sétimo inconsciente.

— O que… o que você está fazendo? — Marcie limpou o rosto, incapaz de acreditar no que tinha visto. Ela olhou para o alto da parede estreita e fina e depois para Sanji. — Por que você bateu nele? Esse é o corpo do Lutero!

Sanji lançou-lhe um olhar. Como se um enorme peso tivesse sido removido de seus ombros, ela deu um longo suspiro e caminhou em direção a Marcie para olhar mais de perto. Havia um sorriso quase indiscernível no rosto da Sanji quando ela disse:

— Eu finalmente consegui te trazer de volta…

Marcie não entendia nada do que estava acontecendo. Ela deu um tapinha no ombro da Sanji enquanto seu rosto se enchia de perplexidade ao ver Changzai entrar cautelosamente no cubículo. Changzai cumprimentou-a e rapidamente amarrou o inconsciente Sétimo. Demorou quase meia hora para a Sanji explicar a Marcie o que havia acontecido nos últimos dias. Quando terminou, Marcie ficou atordoada por um tempo. Os olhos dela nunca deixaram Sétimo. Pouco depois, ela suspirou:

— Então, foi isso o que aconteceu… já se passaram cinco dias!

— Eu sei… que todos os doze estavam juntos no passado. Você deve se sentir mal depois de saber o que Sétimo fez… — Sanji consolou rapidamente com medo de que a Marcie estivesse chateada.

— Não, eu estou bem. Você não precisa me consolar. — Marcie sorriu para ela inesperadamente, embora o sorriso fosse para acalmar a Sanji, Marcie não parecia desanimada. — Ji, lembrei de algo, e vou verificar agora. Deixe o Sétimo comigo. Eu vou procurar por você mais tarde, ok?

Sanji olhou para ela um pouco hesitante. Tinha um suave brilho aquoso no par de olhos verdes da Marcie:  

— Quando voltei ao corpo original de Lutero, minha habilidade subiu de nível. Você não precisa se preocupar comigo. E obrigada, — ela disse sinceramente.

Sanji considerou a situação e concordou:

— Ok, vou deixá-lo com você, mas por favor tenha cuidado, — depois de falar isso, sinalizou para Changzai, e ambos saíram do cubículo em silêncio, deixando Marcie sozinha com Sétimo. A maioria das pessoas no primeiro andar do subsolo já tinha saído para fazer suas tarefas, então estava quase vazio. Seus passos ecoavam pelo porão vazio e podiam ser ouvidos de longe. Assim que entraram no primeiro andar, um rosto nervoso apareceu diante deles.

— Irmã Lin, como está tudo? Você pode por favor tirar aquela coisa agora? — Era o Ratinho.

Ele moveu o pescoço rigidamente para um lado como se pudesse esquivar do grande louva-a-deus em seu ombro direito. Sanji olhou para ele malignamente. Aquele louva-a-deus era apenas um efeito criado pela gargantilha, e tinha desaparecido depois de cinco minutos, era por esse motivo que o louva-deus podia se tornar invisível. Desta vez, a construção mental que Changzai descreveu foi “a capacidade de invocar insetos monstruosos que podem se tornar invisíveis”. Na verdade, não tinha nenhum valor real de combate. Se o Ratinho fosse um pouco mais corajoso, ou apenas tentasse resistir um pouco, ele teria percebido que o louva-a-deus era apenas um enfeite.

— Você se preocupa muito com a sua sobrevivência. — Ela suspirou e disse: — Só para continuar vivendo, você consegue ignorar qualquer coisa… — enquanto dizia isso, estendeu a mão em direção ao ombro do Ratinho. O outro se aproximou dela com gratidão e antes que ele pudesse terminar de falar “Obrig…” Sanji acertou ele violentamente com um soco. Esta era a segunda pessoa que ela tinha deixado inconsciente naquele dia.

— O que você pretende fazer com ele? — Chocado, Changzai empurrou os óculos para cima.

— Eu vou amarrá-lo. Quando tiver mais tempo, vou espremer mais alguns vistos dele. — Sanji riu friamente.

Berjkley
Analista de Sistemas, Game Developer, Mestre de RPG. Gosta de Doctor Who, Não gosta de Vampiros Purpurinados.

3 Comentários

    1. Haha, tava na semana de especial, com um caps diário. Acho que eles estavam esperando os lançamentos normais às quartas e domingo, daí nem viram. 😀

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